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Literatura | Gospel | Pequena Reflexão | Lucas 14,13,14. | Escritora Luzia Couto
Não nos acostumemos com as festanças que o mundo faz para os grandes e importantes, porque os mais importantes são os sem importância para este mundo “Quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. Então serás feliz! Porque eles não te podem retribuir” (Lucas 14, 13-14).É importante lembrarmos do que Jesus está nos dizendo hoje. Ele está na casa de um dos chefes dos fariseus que o convidou para estar em sua casa. Não é porque ele convidou Jesus que a partir de agora ele será importante. Pelo contrário, Jesus não quer ser convidado pela importância que Ele tem, porque a pessoa pode sentir-se recompensada: “Jesus, esteve em minha casa!”. Não é porque o Papa foi na sua casa, não é porque o padre, o bispo, aquele cantor foi na sua casa que vai torná-la salva, santa, ainda que essas pessoas possam trazer graças para sua casa. Mas isso faz de você uma pessoa orgulhosa. Quando nos encontramos com pessoas importantes logo tiramos uma foto, estampamos na parede, colocamos para todo mundo ver. A pessoa sente-se importante porque tal pessoa esteve com ela. Não é que não tenhamos que receber aquela pessoa, que um dia foi importante na nossa vida, ou que foi um referencial para nossa vida. A recompensa acontece quando você convida alguém pela importância que ela tem. Que na sua casa, no seu coração e, sobretudo, na sua casa interior tenha espaço para você acolher, festejar e celebrar com quem nunca poderá te recompensar. Deus estará te abençoando muito se você tiver espaço no seu coração para os pobres, coxos, aleijados, doentes, sofredores, para aqueles que estão à beira da vida, onde ninguém tem tempo para eles. A falta de tempo é tão grande que o máximo que podemos fazer, para nos vermos livres deles é jogarmos uma moeda. É muito mais importante a atenção que você dá do que a moeda que você joga para aquela pessoa ou para aquela situação. É muito mais importante você fazer festa e visitar uma família necessitada, que está sofrendo, do que fazer aqueles banquetes que você dá para celebrar algo. Faça diferente: faça a sua própria comida e leve para quem não tem o que comer. Façamos com que o nosso cristianismo, o nosso jeito de ser cristão seja operante, vivo e dinâmico! Não nos acostumemos somente com aquelas festas, com aqueles churrascos que promovemos para amigos, familiares e para pessoas importantes. Às vezes, encontro com algumas pessoas que me dizem: “Adivinha quem almoçou em minha casa?”. Ela lista o número de pessoas importantes para se sentir orgulhosa, para ter vantagem naquilo que ela fez. Jesus que não fazia isso, está dizendo a mim e a você que não devemos nem precisamos fazer o mesmo. Precisamos, de fato, ir ao encontro daqueles que ninguém quer se encontrar. Precisamos fazer festa com aqueles que nunca tem festa na vida ou que festejam com pouco coisa. Nestes está a presença de Deus, nestes seremos um dia lembrados pelo bem, pela festa que promovemos; eles serão os verdadeiros donos da festa e do banquete eterno dos Céus! Não nos acostumemos com as festanças que o mundo faz para os grandes e importantes, porque os mais importantes são os sem importância para este mundo!
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Literatura | Gospel | Pequena Reflexão | Mateus 25,13.
"Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia nem a hora” (Mateus 25,13).Precisamos vigiar nossa própria vida e conduta, porque nenhum de nós sabe quando alguém virá nos assaltar ou fazer alguma coisa de mau conosco; e não queremos que nada de mau nos aconteça nem com aqueles que estão ao nosso lado. Precisamos ter vigilância, cuidado, prudência, precaução e atenção sobre os nossos atos e atitudes. Às vezes, vejo uma pessoa reclamando: “Assaltaram-me aqui!”. Não vou fazer vista grossa à questão da insegurança, do aumento dos roubos ou qualquer coisa nesse sentido, mas não posso deixar de dizer que, muitas vezes, descuidamo-nos, mesmo sabendo do perigo que corremos. Veja um jovem, como anda distraído e descuidado! Ele tem um smartphone na mão, anda com o aparelho exposto para todos verem, e aquele que passa está de olho, porque sabe que ele [jovem] é desatento. O que digo do jovem posso também dizer do adulto, do homem, da mulher, da criança ou de qualquer pessoa. Algumas mães não prestam atenção naquilo que sua criança está fazendo. Eu vi uma criança ser acidentada, porque, na frente de sua casa, os carros passavam a toda hora. A mãe se descuidou por um instante e, naquele cuidado, a criança saiu na rua e foi atropelada. Sabe, meus irmãos, nossa vida é atropelada, e nós a perdemos, porque não vivemos sobreaviso. Não é para vivermos uma neura, um excesso de preocupação, porém não podemos viver num excesso de descuido. Falo em relação à nossa vida espiritual, nossa relação com Deus e a eternidade. Nenhum de nós sabe qual é o dia nem a hora, mas todos nós desejamos morrer quando estivermos velhos , quando já tivermos feito toda a nossa tarefa aqui na Terra. Mas não podemos dizer que chegaremos a essa idade avançada. Mesmo aquele que já chegou a uma idade avançada, graças a Deus, não pode dizer: “Vou morrer hoje! Vou morrer amanhã!”. Precisamos estar vigilantes e cuidar da nossa vida, viver cada dia como se fosse o último! Sejamos como a virgem prudente, como as moças prudentes do Evangelho de hoje. Estejamos sempre prevenidos, com o óleo da oração, com boas obras, a caridade e o coração em Deus, porque, quando a “irmã morte” vier nos visitar, não seremos pegos de surpresa.
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