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Pequena Reflexão | Mateus 23,25.

Evangelho ( Mateus 23,25 )
Tomemos cuidado com essa hipocrisia de cuidarmos só do externo e não nos dedicarmos à limpeza do nosso interior.                    
“Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós limpais o copo e o prato por fora, mas, por dentro, estais cheios de roubo e cobiça. Fariseu cego! Limpa primeiro o copo por dentro, para que também por fora fique limpo” (Mateus 23,25). 

Estamos usando a comparação do copo e do prato, porque gostamos de mostrar sempre o externo limpo, temos questão de caprichar em limpar a nossa pele, em limpar o nosso exterior, usar roupas que mostram que estamos sempre bem limpos e cuidados. Tomemos cuidado com essa hipocrisia de cuidarmos só do externo, mas não nos dedicarmos na limpeza do copo por dentro, ou seja, em limparmos a alma, o coração, em lavarmos realmente o nosso interior. Se o exterior tem uma capacidade de se sujar, de contaminar as poeiras e vírus do mundo externo que nós vivemos, imagina o nosso interior, porque as nossas emoções estão sempre fragilizadas; estamos sempre vivendo com essa ou aquela situação e, facilmente, nos ressentimos, magoamos-nos e nos decepcionamos. Facilmente, guardamos as coisas erradas que os olhos captam, que os ouvidos escutam e entram no nosso interior. 
A verdade é que lixos vão se acumulando dentro de nós, coisas velhas e estragadas estão apodrecendo dentro de nós. O grande cuidado da alma é cuidar do nosso interior, é nos dedicarmos, de verdade, em limpar e purificar os sentimentos da alma, dos nossos sentidos interiores, porque o que vem de dentro é aquilo que, de fato, vai edificar. 
A boca fala do que tem no coração, os olhos cobiçam o que por dentro é puxado, por isso é fundamental cuidar do interior, e o trabalho principal do homem religioso é aplicar-se de corpo, alma e mente, com todas as suas forças, nesse doloroso e ardoroso trabalho de sempre limpar o copo por dentro, lavar a alma, o coração e o interior. 

Gospel | Pequena Reflexão | Mateus 18,14. |Escritora Luzia Couto

 O amor misericordioso sabe acolher, cuidar, preocupar-se com quem está longe, afastado e parece estar perdido .
“O Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos” (Mateus 18,14).O Pai que está nos Céus não deseja que nos percamos, não deseja que nenhuma de Suas ovelhas que estão longe, desgarradas e perdidas, se percam. O Pai ama cada um de forma única e singular, Ele é capaz de deixar todas as ovelhas que tem para ir atrás daquela única que está perdida, distante e longe.  Acostumamo-nos com as pessoas que estão enchendo nossas igrejas, com aqueles que estão em nossos grupos de oração. O grande apostolado da fé é ter pessoas que tenham um coração misericordioso como o do Pai, um coração que realmente se preocupe com aqueles que estão distantes, que estão longe, extraviados pelas situações da vida. Não é olhá-lo como um perdido, mas olhar como alguém que está no caminho de se perder. Precisamos buscar, ir atrás, dar o melhor de nós. Não são nossos sermões, nossa moral exacerbada que vão converter ou convencer alguém, mas é o amor misericordioso que sabe acolher, cuidar, preocupar-se com quem está afastado, está longe e parece perdido, sem saber por onde andar.  Por isso, se pudermos, neste tempo, parar para fazer uma listinha, oferecer nossas orações, sacrifícios e intenções. Oferecer uma visita fraterna, uma visita amiga para alguém que parece distante, longe, alguém que você conhece; e se puder ser mais do que uma, talvez duas ou três pessoas. É tão bom que nossas pastorais, nossos movimentos, sobretudo, nossas ações enquanto cristãos não sejam somente para buscar os nossos. Você pode dizer: “Eu tenho muitas coisas para me preocupar! Eu já tenho família, filhos e marido!”. Deus vai lhe dar a graça para cuidar também desses, mas que tal usar esse dom, essa graça que você tem para buscar tantos outros que parecem distantes dos caminhos do Senhor?  É importante você ter na mente e no coração esse desejo do Pai. O Pai do Céu não deseja que se perca nenhum de seus pequeninos, Ele não deseja que nos percamos. Vamos buscar e resgatar aquilo que parece perdido, longe e distante.

Literatura | Gospel | Pequena Reflexão | Lucas 13,24. Escritora Luzia Couto


No Reino dos Céus é preciso deixar de lado todas as injustiças, ser reto, ser correto e, acima de tudo, não corromper a alma e o coração por qualquer vantagem. “Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão” (Lucas 13, 24).A reflexão do Evangelho de hoje começa com uma pergunta feita a Jesus enquanto Ele atravessava o caminho: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?” (Lucas 13, 23).
Jesus não diz se serão poucos ou muitos que se salvarão, mas indica qual é o caminho e o esforço necessário para se salvar, porque sem o esforço ninguém entra no Reino dos Céus!
A graça vem ao nosso encontro, e precisamos corresponder à ela. Essa graça, que vem do Reino dos Céus, é uma porta estreita. Se há uma porta pequena e uma larga, todos vão querer entrar pela porta larga. É óbvio, porque a porta larga é mais fácil, mais acessível e não tem aperto. Para entrar numa porta ‘pequenininha’ temos que empurrar um ao outro, até dá para todos entrarem, mas não queremos saber de aperto e nem de dificuldades. Vivemos no tempo das facilidades. Quanto mais fácil for o caminho, é por ele que vamos andar. Muitas vezes, não importa quais são os meios, o que é feito para se passar por essa via que parece ser mais fácil. O que importa é ir. O Reino dos Céus é um dos meios mais importantes. No Reino de Deus é muito necessário aplicar, ver e rever quais são nossas posturas, nossos atos e atitudes. O que conta no Reino dos Céus é o esforço da alma e do coração!  E para que esse esforço? Esforço pelas virtudes, pela santidade e para viver o amor.  É fácil ser santo? Não é não! É difícil? Também digo que não, menos ainda impossível, porque a graça de Deus nos auxilia. O que torna difícil é o caminho que, muitas vezes, trilhamos. Porque querer ser santos e viver no mundo, querer viver no mundo e ser santo nem sempre é fácil. “Mas eu preciso viver no mundo do mesmo jeito!”. Sim, precisamos viver no mundo, o que não podemos é nos deixar enveredar por ele, deixar que nossa mente se corrompa pelas seduções dele. O mundo tem a porta alargada, a porta aberta, em que todos entram com tanta facilidade para conseguir isso e aquilo. Eu fico olhando o meio como muitas pessoas, hoje, obtém dinheiro, lucros, vantagens… Muitas vezes, são meios fáceis que facilitam para uns e para outros, e não importa como isso foi conseguido, de que forma a coisa foi feita.  Vamos deixando que pequenas e grandes corrupções se apoderem da nossa alma e do nosso coração. Para entrarmos no Reino dos Céus é preciso deixar de lado todas as injustiças, ser reto, ser correto e, acima de tudo, não corromper a alma e o coração por qualquer vantagem, por qualquer lucro, por qualquer coisa que nos coloque melhor ou na frente dos outros. É preciso nas pequenas coisas viver a grandiosidade do Reino dos Céus!  A porta de Cristo nos salva! A porta das facilidades do mundo abre os caminhos para a perdição, para o inferno, e não é por ela que queremos entrar.

Literatura | Gospel | Pequena Reflexão | Lucas 13, 19 | Luzia Couto

Deus não só quer estar em nosso coração, mas quer crescer nele, quer que Sua graça cresça, expanda e produza muitos frutos “A semente cresce, torna-se uma grande árvore, e as aves do céu fazem ninhos nos seus ramos” (Lucas 13, 19).Jesus está comparando o Reino dos Céus com uma pequena semente. Há várias espécies de sementes e, às vezes, umas menores que as outras. O Reino dos Céus muitas vezes é comparado à uma semente pequena e até insignificante, difícil de se ver, mas a potência, a graça e tudo aquilo que precisamos, contém nesta semente. Assim como toda a vida está na semente daquela árvore, ela precisa ser cuidada, cultivada, regada e alimentada para crescer. E na medida em que ela cresce, vai se tornando estrondosa, portentosa… Nela as aves podem chegar, se alinhar e ficar. A árvore não só dá frutos, mas cresce e produz galhos, sombras e tantos outros benefícios. A Palavra de Deus, semeada em nosso coração, se é cuidada, cultivada, regada, alimentada e fomentada, vai crescer e tornar-se uma grande árvore. Ela vai fazer com que nos tornemos um grande homem e uma grande mulher, vai fazer com que nos tornemos grandes seres humanos. Porém não é no tamanho (pois não se trata de tamanho físico), mas na grandiosidade de alma e espírito que essa semente vai realmente produzir frutos, dia após dia, conforme ela for crescendo. É preciso cuidar, regar, alimentar e adubar essa semente, porque senão ela será apenas uma pequena semente e não crescerá. Irmãos e irmãs, às vezes nos sentimos pequenos ou permitimos que a Palavra de Deus, o Reino de Deus e a Sua graça se tornem pequenos em nossa vida. Acostumamo-nos com ninharias, com a semente: “O importante é que já estou com Deus no coração!”. Deus não só quer estar em nosso coração, mas quer crescer nele, quer que Sua graça cresça, expanda e produza muitos frutos! Eu acho que você ficaria triste demais se jogasse uma semente no quintal da sua casa e depois de anos você olhasse e a semente estivesse do mesmo jeito. A semente não é só para estar lá, é para crescer e produzir frutos! A Palavra de Deus, semeada em nosso coração, não tem que ser só palavra; ela tem que crescer e produzir frutos. Deus está nos perguntando: Estamos cultivando e cuidando bem dessa semente, para que ela cresça em todo o nosso ser? O nosso homem interior está crescendo, amadurecendo? Está produzindo frutos de conversão, de santidade e vida nova? A semente foi lançada, cultivemos e cuidemos para que muitos frutos possam sair desse homem e dessa mulher interior que somos cada um de nós, chamados a sermos no mundo, a árvore esplendorosa e grande. Pela grandeza que significa o Reino de Deus, que deve resplandecer na vida de cada um de nós!

Literatura | Gospel | Pequena Reflexão | Lucas 17,15.| Luzia Couto


Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz” (Lucas 17, 15).No Evangelho que meditamos no dia de hoje, dez leprosos foram curados por Jesus. Que bênção! Pois eles viviam numa situação de penúria e discriminação já que a lepra os deixava marginalizados e longe de todos. Os leprosos aproximaram-se de Deus, a graça de Deus aproximou-se deles por meio de Jesus e, assim, eles ficaram curados. Dos dez leprosos curados, nove foram para o seu canto, entretanto, apenas um levantou os braços para o céu e em alta voz louvou e agradeceu o santo nome do Senhor, porque reconheceu que foi Ele quem fez maravilhas em sua vida. Que dureza de coração. Que coração insano e ingrato que não reconhece e valoriza o bem que os outros nos fazem. Meus irmãos, precisamos de fato aprender a ter a virtude do reconhecimento. Reconhecer a grandeza e o poder de Deus, reconhecer como Ele tem sido bondoso conosco e como tem agido em nosso meio. Aquele que tem a virtude do reconhecimento, terá no seu coração, também, a gratidão. Às vezes, as pessoas nos fazem o bem, querem nos ver bem, querem nos ajudar nesta ou naquela situação, mas não sabemos nem dizer “Muito obrigado!”’. Deus habita no coração que sabe agradecer. Deus não precisa do nosso agradecimento ou está esperando que possamos agradecê-Lo. A atitude de gratidão é uma atitude de oração, que liga o nosso coração ao coração de Deus.
Não estamos fazendo comércio com Deus nem Ele faz comércio conosco. O que Ele quer, acima de tudo, mais do que uma doença curada, do que um bem recebido ou uma graça alcançada, é que o nosso coração esteja em sintonia e conectado a Ele.
Para o nosso coração estar ligado em Deus precisa da oração de ação de graças, do agradecimento e do louvor. Precisamos exaltar e exultar o Senhor naquele que cuida de nós e só nos faz o bem.
Mesmo que estejamos em meio às tribulações e situações complicadas da vida, aprendamos a ter atitude de gratidão para com Deus. Não há oração mais poderosa, que liberta a nossa alma, o nosso coração, o nosso ser do que a oração do louvor e da ação de graças!
Deus não precisa do nosso louvor, somos nós quem precisamos louvar, engrandecer e agradecer ao nome d’Ele! Quando fazemos isso a nossa alma se liberta, o nosso coração torna-se mais livre e não nos prendemos ao mal.  Quando estamos louvando a Deus, estamos dizendo que é ao príncipe deste mundo que queremos voltar o nosso coração: ao Senhor e Nosso Deus!
Precisamos parar, ter a sensatez, olhar para a nossa vida e reconhecer quão grande, bondoso e poderoso tem sido o Senhor Nosso Deus em nosso favor.
A Deus todo louvor, toda honra, toda a glória e ação de graças! Não seja um filho insensato e ingrato, não pertença ao número daqueles que só querem receber; não seja do número daqueles que são somente ‘venha ao vosso reino’ e não vão ao Reino de Deus louvar, bendizer e agradecer.
Que as bênçãos de Deus só cresçam em nossa vida!

Literatura | Gospel | Pequena Reflexão | Lucas 11,130.| Luzia Couto.



“Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!” (Lucas 11, 130)Jesus, hoje, continua nos ensinando elementos essenciais que não podem faltar em nossa oração. A nossa oração tem de ser a oração de confiança, para dizermos: “Eu sei o que Jesus pode fazer por mim e eu confio n’Ele!”.Quem confia, não desconfia. Quem confia, sabe esperar. Quem confia, sabe que Deus jamais nos abandonará! Mas, pode ser que no fruto da nossa oração não tenhamos conseguido de Deus aquilo que queríamos. Deus é tão bom e tão Pai, que não dá aquilo que queremos, mas o que precisamos! É preciso pedir, é preciso realmente bater à porta e não deixar nunca de fazer. Sabe meus irmãos, muitas vezes não crescemos nas virtudes, deixamos de aprender muitas coisas na vida porque não temos perseverança e insistência. Somos bons para começarmos muitas coisas, somos bons para fazermos muitos propósitos, mas à medida que aparecem dificuldades e outras situações, vamos abandonando aquilo que nos propusemos a fazer. E na vida de oração não é diferente. A pessoa se propõe: “Eu vou estudar a Palavra de Deus!”. Até começa, lê uma, duas, três páginas, mas depois outras dificuldades o tira desse propósito. A pessoa começa a ter uma vida de oração, a rezar com a família, mas aparece essa ou aquela situação e ela vai desanimando. E mais do que desanimar (porque desanimar é perder o ânimo e a motivação), entrega-se os pontos.  Nossa oração tem de ser insistente, persistente e confiante. Até podemos, muitas vezes, cair: “Não tenho tanta força hoje!”. Mas, retome, levante e vá para frente e faça de novo! A Palavra de Deus está dizendo que nós não somos tão bons. Se não somos tão bons, mas se o filho insiste em pedir algo para nós, vamos dar a ele qualquer coisa para que pare de nos perturbar. Imagine Deus que é bom, que é pai e que nos ama tanto, se não nos dará o Espírito Santo que pedimos? Você deve ter prestado atenção que o Evangelho não está falando que Deus vai nos dar aquilo que estamos pedindo, mas Ele nos dará além do que pedirmos. O que é o além? E o que é o mais do que pedimos? Qual é o bem maior que podemos receber de Deus? Aquilo que é íntimo de Deus e pertence somente a Ele: o Espírito Santo! Deus está prometendo que o Espírito Santo, que é Deus como Pai e Filho, será dado a nós. Quem tem o Espírito Santo, tem tudo! O Espírito é sabedoria, é fortaleza, ciência, piedade, temor de Deus, é alegria… é tudo aquilo que precisamos. Achamos que Deus, para ser bom conosco, precisa nos dar bens materiais, tem que nos dar isso e aquilo. Isso são coisas supérfluas, coisas que passam. Você não precisa de paz na sua vida? Esse Espírito é paz! Você não precisa de amor na sua vida? Esse Espírito é amor! Você não precisa de paciência? Esse Espírito é paciência! Ou seja, se você está rezando: “Senhor, hoje, eu preciso de paz na minha vida!”. Deus está te dando muito mais que a paz. Ele está nos dando a paz, o amor e tudo aquilo que necessitamos! Por isso precisamos ser insistentes por essa vida no Espírito, porque se deixarmos que Deus mergulhe nossa vida no Espírito e Ele esteja pleno em nós, não precisamos de mais nada nessa vida. Porque quem tem o Espírito Santo, tem tudo!

Literatura | Gospel | Pequena Reflexão | Lucas 6,5.

A verdadeira religião não é a da lei, porque a religião que salva, liberta, restaura, cura e renova é o amor
“E Jesus acrescentou: ‘O Filho do Homem é senhor também do sábado’” (Lucas 6, 5).Amados irmãos e irmãs, os antigos a lei primitiva, da lei judaica, observavam muito ao pé da letra o que a lei prescreve, sobretudo, no que diz respeito ao sábado, um dia sagrado. Para eles, no dia que o Senhor descansou, também devemos descansar, não devemos fazer nada e ter toda atenção para não transgredir esse dia. Acaba, então, que a lei, por si só, torna-se uma obsessão, porque a pessoa só olha para a letra e não observa o espírito dela; a pessoa, infelizmente, tem uma mentalidade fechada e reduzida na compreensão da verdade. A questão não é simplesmente observar o sábado, mas é observar o sábado no Espírito do Senhor. E se alguém precisasse de uma ajuda? Se alguém estivesse passando por dificuldades? “Não se pode fazer nada por essa pessoa, porque hoje é sábado e esse dia não se pode ser transgredido por nada neste mundo”. Segundo a lei judaica, o sábado tem de ser guardado; para nós, devemos guardar o domingo, dia do Senhor. Mas qualquer lei divina precisa ser vivida no espírito e não na letra, porque a letra por si, mata. O importante, na Sagrada Escritura, não é a palavra pela palavra, mas o que o Espírito criativo e inovador nos traz. Isso não significa que cada um observa a Palavra do jeito que quer, do seu “jeitinho”; na verdade, é observar aquilo que Deus está trazendo para a vivência dessa graça. Por isso, para viver qualquer lei, mandamento e ensinamento da Palavra de Deus, tem de estar imbuído, dentro de nós, a vivência do mandamento do amor. Sem amor não conseguimos colocar em prática a Palavra de Deus. Primeiro, porque o amor de Deus é muito sincero, não é simplesmente questão de respeitá-lo ou não, de temer ou não a Ele, é muito mais do que isso. É questão de amar a Deus com o amor verdadeiro e autêntico, um amor que nos leva a respeitar, a temer e colocá-Lo como o ser mais sublime da nossa vida. Quando amamos a Deus, aprendemos a amar o nosso próximo e vamos saber ter sabedoria e inteligência para discernir uma coisa da outra. Quando amamos a Deus não desrespeitamos nem ignoramos o nosso próximo. Podemos ser muito bons em nossas orações, nas nossas práticas e piedades, podemos passar o dia todo rezando, mas quando é o próximo, somos duros, ignorantes, grossos. Podemos pensar: “Não importa, porque eu sou um homem religioso!”. A verdadeira religião não é a da lei, porque a religião que salva, liberta, restaura, cura e renova é o amor! Aprendemos que a lei é para nos ensinar a amar a Deus e ao próximo. Quando Jesus nos diz que Ele é o Senhor também do sábado, quer dizer que Ele está acima de qualquer lei, do sábado, da purificação. E esse mesmo Senhor que nos mostra que está acima da lei, leva-nos a crer que a grande lei é amarmos uns aos outros. Desse modo, se quisermos viver a religião de Deus com muita profundidade, amemos muito, mas sem nos esquecermos que O amar nos obriga, abre-nos a cuidarmos, amarmos e darmos o melhor de nós ao nosso próximo!

Literatura | Gospel | Pequena Reflexão | Lucas 4,40. | Luzia Couto

"Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus punha as mãos em cada um deles e os curava” (Lucas 4,40).Precisamos deixar que isso aconteça conosco todos os dias de nossa vida, precisamos deixar que Jesus toque em nossas doenças, em nossas dores e em tudo aquilo que estamos vivendo e passando. Muitas pessoas se acostumaram ou se deixam levar pelo sofrimento. Toda e qualquer “dorzinha” que a pessoa sente, enche-se primeiro de remédio. Ela tem remédio para tudo! Nada contra os medicamentos, porque eles são frutos da medicina, que é algo divino. No entanto, estou dizendo que o Senhor da medicina é, acima de tudo, Deus, porque Ele é o Senhor da vida. Os males que nos atingem são de ordem psíquica, emocional e espiritual. Deus nos conhece por um todo, por esse motivo, precisamos permitir que Ele nos toque e nos abençoe. Não pense que isso é piegas, que é simplesmente bitolação, e toda e qualquer doença querer fazer oração. A oração por si mesma já é um santo remédio, é nos colocarmos diante d’Aquele que é São e Santo, Senhor por excelência de toda nossa vida. Todas as vezes que nos colocamos na presença de Deus, ficamos mais sadios, melhores e mais completos, seja qual for a doença que possamos sofrer. Por isso, estou lhe dizendo: deixe que Jesus toque na sua dor, na sua enfermidade, naquilo que o faz sofrer. Reze pelas suas doenças, peça para outros orarem por você, para os irmãos de caminhada. Peça para o seu esposo, para sua esposa, seu pai e seus filhos rezarem por você. Devemos orar uns pelos outros, para que tenhamos mais saúde. Pedir: “Senhor, cura essa doença! Ajuda-me, Senhor, a viver na saúde!”. Todos os doentes foram levados à pessoa de Jesus. Precisamos levar não só as nossas enfermidades, porque vai parecer algo muito egocêntrico, mas levar os nossos filhos, amigos e doentes para a presença de Jesus! Precisamos apresentar as enfermidades das pessoas à graça divina. A sabedoria divina, muitas vezes, mostra qual é o melhor médico, a melhor prevenção, mas não podemos ignorar o toque da graça de Deus em nossa vida. Jesus é em nós a saúde do corpo, da alma e do espírito! Muitos podem pensar: “Nossa, eu sofro dessa doença há mais de 30 anos!”. Às vezes, a doença não sai de nós, pode ser algum mal crônico, alguma doença que exija mais tratamento. Entretanto, há pessoas que parecem sadias, mas estão mais doentes do que podem imaginar; e aqueles que julgamos enfermos e sofredores estão plenos de vida, porque encontraram, em sua enfermidade, um sentido para a vida. Na enfermidade, ninguém pode se sentir só ou abandonado, pois é o melhor momento para nos encontrarmos com o Senhor da Vida. Levemos nossas enfermidades e todos os enfermos à presença de Jesus Cristo, porque Ele cuida de nós!

Literatura | Gospel | Pequena Reflexão | Marcos 6,25 .

 “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista” (Marcos 6,25).  Celebramos, hoje, o martírio de João Batista, e essa festa têm muito a nos ensinar. Quando olhamos o exemplo de Herodes, que se juntou ou “pegou” Herodíades, a mulher de seu irmão, vemos um homem de cabeça perdida e uma mulher que usa sua própria filha, que está com a cabeça mais perdida ainda, para enfeitiçar Herodes com uma dança, e este promete dar qualquer coisa em troca. Elas pedem a cabeça de João Batista. Por que pedem a cabeça de João Batista? Porque João falou a verdade, disse que aquele comportamento não era correto, que não se devia fazer. Herodes não tinha o direito de estar com a mulher que não lhe pertencia.  Não percamos a cabeça nem a direção da vida! Podemos, muitas vezes, passar por momentos de fragilidades e fraquezas, mas temos de ter a cabeça sadia, sensata, equilibrada, no ponto correto, senão deixamo-nos enveredar pelos caminhos da vida e caímos na insensatez dos erros, dos pecados e de tantas coisas erradas, que podem nos corromper neste mundo que tanto nos seduz. São muitas seduções, desde o dinheiro, o poder e o prazer. São coisas que, quando entram na cabeça de uma pessoa, fazem com que ela se perca nos seus valores, nas suas escolhas e opções, sobretudo no foco que a pessoa precisa ter para com a sua vida. Não basta termos valores num dia ou no outro, mas todos os dias precisamos nos firmar em nossos valores. Quem está em pé precisa, de fato, cuidar para não cair. E como não cair? Colocando o juízo, todos os dias, na nossa cabeça. Porque se Herodes e Herodíades, sua filha e tantos outros perderam a cabeça e hoje também a perdem, é porque tiramos de Deus a cabeça e o coração, tiramos Ele do nosso juízo e da sensatez das nossas ações. Que sejamos profetas como foi João Batista. Não precisamos sair por aí acusando as pessoas dos seus erros. Precisamos, primeiro, colocar nossa barba de molho, vigiar nossas ações, não deixarmos de ser luz e fermento. Não podemos deixar de orientar quem precisa de orientação, de corrigir quem está saindo do caminho correto, de mostrar a luz para quem anda na escuridão. Muitas pessoas se perdem por falta de ajuda! João Batista não quis condená-los, quis mostrar-lhes a verdade, mas não aceitaram e cortaram sua cabeça. A cabeça da Igreja ou de cada um de nós pode até ser cortada, mas queremos o bem e a verdade, e que essa verdade nos seja mostrada com muita caridade!

Literatura | Gospel | Pequena Reflexão | Mateus 25,13.

"Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia nem a hora” (Mateus 25,13).Precisamos vigiar nossa própria vida e conduta, porque nenhum de nós sabe quando alguém virá nos assaltar ou fazer alguma coisa de mau conosco; e não queremos que nada de mau nos aconteça nem com aqueles que estão ao nosso lado. Precisamos ter vigilância, cuidado, prudência, precaução e atenção sobre os nossos atos e atitudes. Às vezes, vejo uma pessoa reclamando: “Assaltaram-me aqui!”. Não vou fazer vista grossa à questão da insegurança, do aumento dos roubos ou qualquer coisa nesse sentido, mas não posso deixar de dizer que, muitas vezes, descuidamo-nos, mesmo sabendo do perigo que corremos. Veja um jovem, como anda distraído e descuidado! Ele tem um smartphone na mão, anda com o aparelho exposto para todos verem, e aquele que passa está de olho, porque sabe que ele [jovem] é desatento. O que digo do jovem posso também dizer do adulto, do homem, da mulher, da criança ou de qualquer pessoa. Algumas mães não prestam atenção naquilo que sua criança está fazendo. Eu vi uma criança ser acidentada, porque, na frente de sua casa, os carros passavam a toda hora. A mãe se descuidou por um instante e, naquele cuidado, a criança saiu na rua e foi atropelada. Sabe, meus irmãos, nossa vida é atropelada, e nós a perdemos, porque não vivemos sobreaviso. Não é para vivermos uma neura, um excesso de preocupação, porém não podemos viver num excesso de descuido. Falo em relação à nossa vida espiritual, nossa relação com Deus e a eternidade. Nenhum de nós sabe qual é o dia nem a hora, mas todos nós desejamos morrer quando estivermos velhos , quando já tivermos feito toda a nossa tarefa aqui na Terra. Mas não podemos dizer que chegaremos a essa idade avançada. Mesmo aquele que já chegou a uma idade avançada, graças a Deus, não pode dizer: “Vou morrer hoje! Vou morrer amanhã!”. Precisamos estar vigilantes e cuidar da nossa vida, viver cada dia como se fosse o último! Sejamos como a virgem prudente, como as moças prudentes do Evangelho de hoje. Estejamos sempre prevenidos, com o óleo da oração, com boas obras, a caridade e o coração em Deus, porque, quando a “irmã morte” vier nos visitar, não seremos pegos de surpresa.

Literatura |Gospel | Pequena Reflexão | AP 11,12,1.

 “Então, apareceu no céu um grande sinal: uma Mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas” (Ap 11;12,1).Hoje, temos a alegria e a graça de celebrarmos a Assunção de Nossa Senhora aos Céus. Celebramos aquilo que Deus fez na vida de Maria, e ela mesma canta: “O Todo-poderoso fez em mim grandes coisas e santo é o seu nome!”. Reconhecemos realmente que Deus é justo, verdadeiro e cuida dos Seus filhos. Maria foi toda de Deus, entregou toda sua vida aos desígnios e planos d’Ele, para que Ele fosse tudo nela. Maria foi de Deus em corpo e alma, não consagrando a Ele somente o seu espírito. Muitos dizem: “Eu busco a Deus no meu espírito! Busco a Deus no meu coração!”. Mas temos de buscá-lo de forma íntegra, total, completa e plena. Não podemos deixar que nosso espírito vá em uma direção e nosso coração em outra, porque não separamos as duas coisas. Maria foi toda de Deus, por isso, hoje, ela toda está sendo assunta aos Céus de corpo e alma, porque, em sua integridade, foi inteira do Senhor. Quando nós morremos, nossa alma e nosso espírito vão ao encontro do Senhor, e o nosso corpo vai aguardar a ressurreição final. Nosso corpo é manchado pela marca do pecado original, coisa que não aconteceu com a bem-aventurada sempre Virgem Maria. Uma vez preservada do pecado, ela permaneceu para sempre livre e longe do pecado. À Maria, em primeiro lugar, por mérito do seu Filho Jesus Cristo, Nosso Senhor, foi concedida essa grande graça de entrar no Reino dos Céus de corpo e alma. Deus nos espera inteiros lá no céu! Por isso, é importante que nosso corpo seja preservado do mal, das injustiças, da fornicação e das impurezas; é preciso que todo o nosso corpo esteja à disposição do Reino do Senhor. É preciso que nosso corpo também, lugar da morada de Deus, templo vivo do Espírito Santo seja conservado puro, íntegro, sem mancha, para que em nós Deus seja glorificado e exaltado. Celebrando, hoje, a Assunção de Maria aos Céus, reconhecemos a grandeza de Deus, que faz grandes coisas nas almas pequenas e humildes, que se colocam à disposição da vontade do Senhor. Olhamos para a Virgem Maria e queremos aprender com ela, do jeito dela, a sermos todos inteiros de Deus!

Literatura | Gospel | Pequena Reflexão | Lucas 01:42.



Nós celebramos, hoje, a Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, a padroeira principal do continente latino-americano.Olhemos para a Virgem de Guadalupe nessa manifestação maravilhosa do céu no meio de nós, quando a Virgem foi um sinal de Deus para um jovem indígena, o nosso querido São João Diego. A manifestação carinhosa e amorosa da Mãe de Deus manifesta que, na plenitude do Céu, Maria é o que foi na Terra. Uma vez escolhida por Deus, ela viveu em sua vida as bem-aventuranças evangélicas.A primeira e mais importante delas é uma dependência total de Deus, uma confiança única no amor divino que conduziu seus passos, iluminou sua vida e direcionou sua caminhada.Quando exaltamos a Virgem Maria, exaltamos aquilo que Deus realizou na vida dela; reconhecemos que Ele se faz grande naquele que se faz pequeno, reconhecemos que a magnitude do amor divino se manifesta naquele que é humilde e se põe à disposição para fazer a vontade do Senhor.Nós, hoje, queremos reconhecer a grandeza do amor divino, manifestada nessa criatura: Maria, mãe de Deus e de todos os homens.Deus não deixou a humanidade órfã. Se a primeira mãe da humanidade decaiu devido ao pecado, a humanidade e todos nós merecemos uma Mãe que nos mostre o caminho de santidade, salvação e recuperação da dignidade humana. Por isso, Maria é esse referencial da fé cristã!Os primeiros habitantes deste continente, os indígenas, viveram toda uma opressão; depois vieram os negros, que sofreram também. Mas quando ela [Nossa Senhora] aparece ao índio João Diego, mostra-nos o cuidado que Deus tem para com Seu povo, sobretudo com os mais sofridos.Maria foi um alento e um acalento ao coração daquele índio, naquele momento em que a vida na América mudava com as descobertas e a colonização que tomou conta de todo o continente. Deus quis abençoar esta terra, Ele quis que, em meio a tantas injustiças e desigualdades, o povo não se esquecesse de que o Seus amor é maior do que qualquer injustiça humana e social!Maria é o sinal permanente, presença constante, acalento de Mãe que acolhe em seu manto o pobre, o índio, o negro, o dono de casa, a mãe de família, o doente, o enfermo, aquele que chora e sofre.É Deus quem nos dá Sua mãe para cuidar de cada um de nós. Não permitamos que o desânimo conduza nossa vida!



Literatura | Gospel | Pequena reflexão | Mateus 11: 28.



Jesus está nos convidando, está olhando no mais fundo dos nossos olhos e dizendo a cada um de nós: “Não se deixe oprimir pelo cansaço, pelas fadigas da vida, nem se deixe sucumbir pelo peso do fardo. Mas vinde a mim, ao meu coração, vinde aos meus braços, vinde estar diante de mim apresentando o vosso cansaço, a vossa fadiga e o fardo que leva sobre si!”.Sabe, meus irmãos, escutamos tantas vezes alguém dizer: “Como estou cansado! Eu não aguento mais! Que vida dura! Que vida difícil! A minha vida está um fardo de dar dó e ter misericórdia!”.Deus tem dó, misericórdia e compaixão. Ele sabe aquilo que nos oprime e nos cansa; Ele quer carregar os nossos fardos. Não é que não teremos mais responsabilidades ou compromissos, não é que não passaremos mais por dificuldades, não é que não sentiremos mais cansaço ou não ficaremos mais enfadonhos com a vida. Mas não podemos carregar sozinhos o tamanho do peso que cai sobre os nossos ombros.É Jesus quem está dizendo: ‘Vinde ao meu coração, tomai sobre vos o meu julgo, aprendei de mim o remédio para curar tamanha dor, aflição, fadiga’.
O remédio do coração de Jesus é a mansidão e a humildade! Quanto mais nos submetermos em ser mansos, dóceis a Deus, humildes de alma, mais encontraremos descanso e cura para o nosso coração e nossas aflições.
Aprendamos que em Deus o julgo se torna suave e o fardo leve, desde que a cada dia saibamos ser dóceis e obedientes a Deus. E não deixemos o orgulho tornar enfadonho demais a vida de cada um de nós.

"Ide e clamai" | Igreja Louvor na Terra promove culto no Rio de Janeiro

A Igreja Louvor na Terra está convidando todo povo carioca para um abençoado culto de louvor neste dia 11 de Dezembro, Sexta-feira a partir das 19:30h  O local escolhido para o evento é a Igreja Louvor da Terra que fica na Estação Agrícola, 144 - Bangú - Rio de Janeiro. Para maiores informações você poderá ligar (21) 3117 2277 . O tema do Culto será "Ide e clamai." Participe e leve toda sua família para este momento de adoração e louvor ao nosso Deus