A “cruz” são todas as nossas obrigações e responsabilidades, as quais, muitas vezes, causam até dores em nossa alma.
“Então chamou a multidão com seus discípulos e disse: ‘Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga’”(Marcos 8,34).
Aquilo que o Mestre Jesus está dizendo, após reconhecerem o significado do seu ser Messias, não é um ser triunfante nem glorioso, mas o Messias é o servo sofredor, é aquele que carrega a humanidade nas costas. Jesus não faz mágica para salvar a humanidade, mas abraça a sua humanidade com todas as consequências da vida humana.
Para seguirmos Jesus, precisamos, primeiro, abraçar a nossa humanidade, porque, muitas vezes, queremos ser anjos, achamos que somos seres meramente espirituais e que temos de viver a nossa espiritualidade conversando com os anjos o tempo inteiro.
A nossa humanidade precisa ser divinizada, precisa de comunhão com a vida espiritual que Ele nos trouxe, mas a nossa humanidade precisa também ser assumida na sua plenitude como Cristo a assumiu. Por isso, Ele está dizendo que quem quiser segui-Lo não pode querer se transformar em anjo. Quem quer segui-Lo precisa renunciar a si mesmo, porque renunciar a si mesmo é a exigência mais difícil, pois somos muito apegados a nós, somos apegados as nossas coisas, somos cheios de vontades próprias e movidos pelo nosso egoísmo, pelo nosso individualismo. É muito difícil largarmos as nossas coisas, o nosso mundinho para penetrarmos no mundo de Deus.
O peso do discipulado não significa que seguir Jesus seja pesado. O que é pesado é o que nós carregamos e não queremos abrir mão, queremos viver com as costas cheias de coisas, queremos viver cheios de coisas, por isso está todo mundo reclamando: “Tenho coisas demais para fazer!”. Não conseguimos abrir mão nem das coisas que temos em nosso guarda-roupa, porque somos apegados às roupas que temos, às coisas que fazemos; e não encontramos tempo para estar com o Mestre nem para rezar, porque nos enchemos de obrigações demais. Renunciamos coisas que são até importantes para abraçar o que é essencial, e o essencial o Mestre Jesus direciona para nossa vida. Só pode seguir Jesus quem tem capacidade de fazer renúncias. A vida é exigente, e para abraçar o essencial da vida é preciso renunciar ao superficial. Abrace a sua cruz. A “cruz” são todas as nossas obrigações e responsabilidades, as quais, muitas vezes, causam até dores em nossa alma. Se temos uma enfermidade, precisamos “abraçá-la”. Se temos dificuldade de convivência, não adianta fugirmos para resolver. Se temos filhos que apresentam essa ou aquela dificuldade, este ou aquele desafio; se o casamento se torna algo doloroso, não é a fuga que resolve, mas o abraço à cruz, porque ela nos salva e dela teremos luz para as situações da nossa vida.
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Pequena Reflexão | Mateus 23,25.
Evangelho ( Mateus 23,25 )
Tomemos cuidado com essa hipocrisia de cuidarmos só do externo e não nos dedicarmos à limpeza do nosso interior.
“Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós limpais o copo e o prato por fora, mas, por dentro, estais cheios de roubo e cobiça. Fariseu cego! Limpa primeiro o copo por dentro, para que também por fora fique limpo” (Mateus 23,25).
Estamos usando a comparação do copo e do prato, porque gostamos de mostrar sempre o externo limpo, temos questão de caprichar em limpar a nossa pele, em limpar o nosso exterior, usar roupas que mostram que estamos sempre bem limpos e cuidados. Tomemos cuidado com essa hipocrisia de cuidarmos só do externo, mas não nos dedicarmos na limpeza do copo por dentro, ou seja, em limparmos a alma, o coração, em lavarmos realmente o nosso interior. Se o exterior tem uma capacidade de se sujar, de contaminar as poeiras e vírus do mundo externo que nós vivemos, imagina o nosso interior, porque as nossas emoções estão sempre fragilizadas; estamos sempre vivendo com essa ou aquela situação e, facilmente, nos ressentimos, magoamos-nos e nos decepcionamos. Facilmente, guardamos as coisas erradas que os olhos captam, que os ouvidos escutam e entram no nosso interior.
A verdade é que lixos vão se acumulando dentro de nós, coisas velhas e estragadas estão apodrecendo dentro de nós. O grande cuidado da alma é cuidar do nosso interior, é nos dedicarmos, de verdade, em limpar e purificar os sentimentos da alma, dos nossos sentidos interiores, porque o que vem de dentro é aquilo que, de fato, vai edificar.
A boca fala do que tem no coração, os olhos cobiçam o que por dentro é puxado, por isso é fundamental cuidar do interior, e o trabalho principal do homem religioso é aplicar-se de corpo, alma e mente, com todas as suas forças, nesse doloroso e ardoroso trabalho de sempre limpar o copo por dentro, lavar a alma, o coração e o interior.
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Gospel | Pequena Reflexão | Lucas 14,8.
A humilhação corrige nossa natureza humana. A humilhação é um excelente remédio para nossa natureza humana, corrompida pelo gosto das grandezas.
“Quando fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu” (Lucas 14,8).
A nossa tendência é buscar os primeiros lugares, e o que nos impulsiona é sermos os primeiros naquilo que fazemos: primeiro lugar a ocupar a mesa, o primeiro a chegar nisso e naquilo. É claro que é diferente alguém se esforçar, dar o melhor de si e ser o primeiro naquilo que fez. Não é disso que o Evangelho fala. O Evangelho está falando de quando nos esforçamos e nos dedicamos a ser mais importantes do que os outros, colocarmo-nos na frente dos outros, sentirmo-nos melhores do que eles. O nome desse sentimento é orgulho e soberba. “Eu sou o mais importante!”
Gospel | Pequena Reflexão | Lucas 01, 28. | Escritora Luzia Couto
Precisamos trilhar os caminhos de Maria, trilhar o caminho do céu e recuperar o paraíso perdido. “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lucas 1, 28).Hoje, a Igreja nos dá a graça de celebrarmos a Imaculada Conceição de Maria, o jeito como ela foi concebida no coração de Deus e nos foi dada como dádiva e presente divino. Maria é o cumprimento das profecias do Antigo Testamento. No livro do Gênesis, vemos o diálogo entre Deus e a serpente, é Ele quem está dizendo: “Eis que a mulher esmagará a sua cabeça” (cf. Gênesis 3,15). A mulher que esmaga a cabeça da serpente é toda cheia da graça divina. O que parece ser apenas um privilégio do Céu a respeito de Maria é, na verdade, uma grande responsabilidade. Maria tem a missão de resgatar o paraíso do princípio, aquele perdido pelos nossos primeiros pais. Se Eva foi a primeira mulher, se com seu ‘não’ a Deus e seu ‘sim’ ao pecado levou todo aquele paraíso a se perder, Adão foi aquele que colaborou com Eva no primeiro erro e pecado. Maria é a nova Mulher, a nova Eva, é a colaboradora com Cristo na graça de redenção da humanidade. Seu sim foi imprescindível, necessário e essencial, não foi apenas uma resposta acidental. Entretanto, ela não começou naquele momento que o anjo a chamou. O ‘sim’ de Maria está desde o começo de sua concepção, ela foi preservada totalmente da mancha do pecado original; não só foi preservada, mas também correspondeu a essa graça, procurou viver toda a sua vida sem se contaminar, sem se manchar pelos pecados deste mundo. Pelo contrário, viveu na pureza e na graça original. Precisamos trilhar os caminhos de Maria, trilhar o caminho do céu, recuperar o paraíso perdido; precisamos trilhar o caminho de uma vida nova. Não dá para termos uma vida nova trilhando os caminhos do pecado, das más inclinações que já carregamos dentro de nós, se não nos enveredarmos por outra estrada, outro caminho, que é a estrada da graça, da renovação e purificação dos nossos pecados. Maria vai à nossa frente, vai conosco, dizendo-nos qual caminho nos traz a salvação. Ela nos aponta para Jesus, direciona-nos e nos faz entender que sem Ele não há salvação. “Oh Maria, que a sua imaculada Conceição brilhe sobre nós, para que possamos também ser firmes, corajosos, combatentes ao mal e ao pecado, e possamos corresponder à graça da vida nova que o Senhor trouxe a todos nós.
Gospel | Pequena Reflexão | Mateus 18,14. |Escritora Luzia Couto
O amor misericordioso sabe acolher, cuidar, preocupar-se com quem está longe, afastado e parece estar perdido .
“O Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos” (Mateus 18,14).O Pai que está nos Céus não deseja que nos percamos, não deseja que nenhuma de Suas ovelhas que estão longe, desgarradas e perdidas, se percam. O Pai ama cada um de forma única e singular, Ele é capaz de deixar todas as ovelhas que tem para ir atrás daquela única que está perdida, distante e longe. Acostumamo-nos com as pessoas que estão enchendo nossas igrejas, com aqueles que estão em nossos grupos de oração. O grande apostolado da fé é ter pessoas que tenham um coração misericordioso como o do Pai, um coração que realmente se preocupe com aqueles que estão distantes, que estão longe, extraviados pelas situações da vida. Não é olhá-lo como um perdido, mas olhar como alguém que está no caminho de se perder. Precisamos buscar, ir atrás, dar o melhor de nós. Não são nossos sermões, nossa moral exacerbada que vão converter ou convencer alguém, mas é o amor misericordioso que sabe acolher, cuidar, preocupar-se com quem está afastado, está longe e parece perdido, sem saber por onde andar. Por isso, se pudermos, neste tempo, parar para fazer uma listinha, oferecer nossas orações, sacrifícios e intenções. Oferecer uma visita fraterna, uma visita amiga para alguém que parece distante, longe, alguém que você conhece; e se puder ser mais do que uma, talvez duas ou três pessoas. É tão bom que nossas pastorais, nossos movimentos, sobretudo, nossas ações enquanto cristãos não sejam somente para buscar os nossos. Você pode dizer: “Eu tenho muitas coisas para me preocupar! Eu já tenho família, filhos e marido!”. Deus vai lhe dar a graça para cuidar também desses, mas que tal usar esse dom, essa graça que você tem para buscar tantos outros que parecem distantes dos caminhos do Senhor? É importante você ter na mente e no coração esse desejo do Pai. O Pai do Céu não deseja que se perca nenhum de seus pequeninos, Ele não deseja que nos percamos. Vamos buscar e resgatar aquilo que parece perdido, longe e distante.
“O Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos” (Mateus 18,14).O Pai que está nos Céus não deseja que nos percamos, não deseja que nenhuma de Suas ovelhas que estão longe, desgarradas e perdidas, se percam. O Pai ama cada um de forma única e singular, Ele é capaz de deixar todas as ovelhas que tem para ir atrás daquela única que está perdida, distante e longe. Acostumamo-nos com as pessoas que estão enchendo nossas igrejas, com aqueles que estão em nossos grupos de oração. O grande apostolado da fé é ter pessoas que tenham um coração misericordioso como o do Pai, um coração que realmente se preocupe com aqueles que estão distantes, que estão longe, extraviados pelas situações da vida. Não é olhá-lo como um perdido, mas olhar como alguém que está no caminho de se perder. Precisamos buscar, ir atrás, dar o melhor de nós. Não são nossos sermões, nossa moral exacerbada que vão converter ou convencer alguém, mas é o amor misericordioso que sabe acolher, cuidar, preocupar-se com quem está afastado, está longe e parece perdido, sem saber por onde andar. Por isso, se pudermos, neste tempo, parar para fazer uma listinha, oferecer nossas orações, sacrifícios e intenções. Oferecer uma visita fraterna, uma visita amiga para alguém que parece distante, longe, alguém que você conhece; e se puder ser mais do que uma, talvez duas ou três pessoas. É tão bom que nossas pastorais, nossos movimentos, sobretudo, nossas ações enquanto cristãos não sejam somente para buscar os nossos. Você pode dizer: “Eu tenho muitas coisas para me preocupar! Eu já tenho família, filhos e marido!”. Deus vai lhe dar a graça para cuidar também desses, mas que tal usar esse dom, essa graça que você tem para buscar tantos outros que parecem distantes dos caminhos do Senhor? É importante você ter na mente e no coração esse desejo do Pai. O Pai do Céu não deseja que se perca nenhum de seus pequeninos, Ele não deseja que nos percamos. Vamos buscar e resgatar aquilo que parece perdido, longe e distante.
Gospel | Pequena Reflexão | Mateus 3,2.| Escritora Luzia Couto
Converter-se é, de fato, mudar de vida, mudar atitudes, gestos e práticas “Convertei-nos, pois o Reino dos Céus está próximo” (Mateus 3, 2).Essa é a Boa Nova para todos nós: o Reino de Deus está próximo! Em outras palavras, o Reino de Deus está no meio de nós. É João quem está anunciando, está vendo que o Messias está cada vez mais próximo do Seu povo. João cumpre sua missão profética de mostrar que Jesus é o Cordeiro de Deus, que tira o pecado da nossa vida e do mundo. Para que o pecado não tenha vez nem voz, para que comande nossa vida, é preciso conversão. Converter-se é, de fato, mudar a vida, mudar as atitudes, os gestos, as práticas, mudar aquilo que fazemos com a Boa Nova do Reino de Deus. Sabe, João faz um discurso muito duro aos fariseus e saduceus que veem o batismo que João está realizando, e ele [João] os chama de ‘raça de víboras’. Por que são raça de víboras? Por que essa linguagem tão dura usada pelo Batista? Porque os fariseus e saduceus se gloriam por serem filhos de Abraão, herdeiros da promessa, porque acham que o Reino dos Céus pertencerá ou pertence a eles. Entretanto, não se convertem para este Reino, não mudam as atitudes, as práticas, a ignorância e a hipocrisia. Irmãos e irmãs, não adianta nos gloriarmos daquilo que realizamos e somos se as nossas obras não correspondem à graça de Deus que está no meio de nós. Sim, Deus quer realizar, no meio de nós, uma obra de conversão. Por onde começar? A conversão começa na própria cabeça, na mudança de atitude e mentalidade! Precisamos sair daquele nosso jeito mesquinho de encarar a vida, precisamos sair do nosso orgulho, da nossa soberba, do jeito que definimos que nossa vida, e não conseguimos alargar os horizontes para a humildade, para acolher a Boa Nova de Deus, para deixar que Ele nos convença e nos converta a cada dia. Converter-se a cada dia é abrir-se à graça poderosa do Espírito, porque João mesmo está dizendo: “Estou batizando com água, mas aquele que virá depois de mim batizará no Espírito Santo e no fogo”. Deixemos que o fogo do Espírito arda no meio de nós, queime a força do pecado, do mal, e faça brotar em nossa vida o homem novo, a mulher nova à imagem e semelhança de Deus. Que a Palavra de Deus produza verdadeiros frutos de conversão!
Gospel | Pequena Reflexão | Mateus, 7.24 | Escritora Luzia Couto
A lógica do Reino dos Céus é esforçar-se para colocar em prática tudo aquilo que ouvimos do Senhor. “Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha” (Mateus 7,24). Deus quer que construamos nossa casa sobre a rocha, bem alicerçada, porque, durante nossa vida, na longa estrada da nossa existência, os ventos, as chuvas, as enchentes, o céu e a terra vêm contra a nossa casa, contra nossa própria vida. O que é necessário? Estar bem edificado, ter uma rocha firme na qual possamos colocar nossa vida, para que ela resista a todas as turbulências que enfrentamos. Por isso, Deus está dizendo a mim e a você: “Nem todo aquele que diz ‘Senhor! Senhor!’ entrará no Reino dos Céus, mas todo aquele que invoca e fala em nome de Deus” (cf. Mateus 7,21), porque as palavras vazias caem no seu sentido e no seu significado quando não são praticadas. A lógica do Reino dos Céus não é primeiro falar, mas se esforçar para colocar em prática tudo aquilo que ouvimos do Senhor. Escutamos, desde pequenos, a mamãe nos falar: “Meu filho, tenha juízo! Seja ajuizado!”. Deus deseja que também tenhamos juízo, porque se não o tivermos, somos pessoas descabeçadas, vivemos batendo a cabeça para lá e para cá. Chega uma hora que a cabeça e o corpo se arrebentam, justamente por não termos direção nem juízo na vida. A Palavra de Deus vem em nosso socorro, em nosso auxílio, ela é o livro que nos ajuda a viver! A Palavra de Deus vem ao nosso encontro para dar o sentido, a orientação e a direção que nossa vida deve seguir. Para que isso aconteça, é preciso que não só escutemos a Palavra, mas que a observemos e coloquemos em prática, que façamos dela o nosso jeito de viver, e que esse jeito seja guiado, conduzido, direcionado e iluminado pela Palavra do Senhor Nosso Deus! Muitas pessoas têm batido a cabeça, perdido o sentido, a luz e a direção da vida, mas a Palavra de Deus vem justamente para nos ensinar a viver. Esse tempo da graça que Deus nos dá, que é o tempo do Advento, não é simplesmente a preparação para um Natal que vai ser cheio de luz, flores, festas e presentes. Mas o grande presente que eu e você podemos dar a nós e ao mundo que nos cerca, é vivermos a nossa vida de acordo com a Palavra do Senhor.
Gospel | Pequena Reflexão | Lucas 10,23.
Precisamos deixar que Deus ilumine nosso olhar, para contemplarmos o Seu Reino presente no meio de nós .
“Felizes os olhos que veem o que vós vedes!” (Lucas 10, 23).Jesus está exultando de alegria pelo Pai, louvando e bendizendo, porque não foi aos sábios, aos grandes, poderosos e entendidos que o Pai revelou os segredos do Reino, mas aos humildes de coração, àqueles que dispõe do seu coração qualquer soberba e orgulho, e o abrem para contemplar as manifestações de Deus no meio de nós. Deixe-me dizer ao seu coração: onde está a mão de Deus, que não a vejo? Onde está a graça de Deus quando me toca? Onde estão os prodígios de Deus que as pessoas exultam e eu não consigo ver? Felizes os humildes, os bem-aventurados, aqueles que estão na humildade de coração, porque são esses que contemplam a glória, a ação, a graça de Deus agindo no meio de nós! O problema não é a mão de Deus, que não está agindo, o problema é o nosso coração que não se despiu, não se revestiu de graça e humildade. Se não lapidarmos esse coração, se não o tirarmos daquelas disputas humanas e pretensões covardes, as quais, muitas vezes, a humanidade nos impõe, não conseguiremos ver o Reino de Deus, as graças d’Ele acontecendo. Jesus, agindo no meio de Seu povo, fez graças, prodígios, milagres, mas muitos não puderam tocar, ver e contemplar. Mesmo aqueles milagres que foram feitos à vista de muitos, não passou de fatores humanos para alguns, porque não estavam revestidos com o olhar da fé, sobretudo, com a humildade que os une aos desígnios de Deus, a graça d’Ele acontecendo no meio de nós. Amados irmãos, o Reino de Deus está acontecendo, Ele está no meio de nós. Precisamos nos revestir da graça para vê-lo acontecendo! Precisamos mudar essa mentalidade, essa maneira de enxergarmos a vida. Não podemos continuar enxergando as coisas somente pela nossa maneira de ver, porque essa maneira é, às vezes, revestida de elementos que vamos adquirindo ao longo da história, da vida; eles são fantasiosos, enganosos e mentirosos, revestidos de ilusão e, acima de tudo, de pretensões humanas. Quando colocamos nossas pretensões humanas à nossa frente, não conseguimos tocar na graça de Deus. Essa sim [graça de Deus] cura a nossa humanidade, coloca a nossa humanidade na sintonia e na graça do divino. Permita que seus olhos vejam, que contemplem! Você pode olhar para uma pessoa e ver nela ódio, rancor, ressentimento e raiva. Escuto tantas vezes as pessoas dizerem: “Eu não vou com a cara daquela pessoa!”. O problema não é a cara da pessoa, o problema é o nosso olhar, é a maneira como olhamos para o outro.
Você pode olhar para uma pessoa jogada, prostrada no chão e dizer que é um bandido, que é alguém que não deu valor à vida, mas você também pode olhar para ela com o olhar de Deus e dizer: “É Jesus quem está ali, precisando de mim e dos meus cuidados!”. O problema não é aquilo que vemos, mas o que o nosso olhar capta. Se o nosso olhar se reveste da graça, veremos a graça de Deus acontecendo no meio de nós; mas se estamos com o olhar obcecado pela amargura, pelos ressentimentos, pela visão secular e mundana, vamos ver as pessoas, as coisas, o mundo, a vida a partir disso. Se nossa visão de vida é baseada apenas em valores ou cifras econômicas, podemos perceber que tudo o que olhamos é visto com o olhar de avareza, de posse e dinheiro. Se nosso olhar é revestido da humildade cristã, é revestido do olhar de Cristo, você olha para coisas com amor e caridade, e é capaz de enxergar a presença de Deus mesmo em meio à coisas desastrosas que não entendemos nem compreendemos. O que transforma nosso mundo, sobretudo o mundo interior que há em nós, é o olhar, a visão que temos. Precisamos deixar que Deus ilumine nosso olhar para contemplarmos o Seu Reino presente no meio de nós!
“Felizes os olhos que veem o que vós vedes!” (Lucas 10, 23).Jesus está exultando de alegria pelo Pai, louvando e bendizendo, porque não foi aos sábios, aos grandes, poderosos e entendidos que o Pai revelou os segredos do Reino, mas aos humildes de coração, àqueles que dispõe do seu coração qualquer soberba e orgulho, e o abrem para contemplar as manifestações de Deus no meio de nós. Deixe-me dizer ao seu coração: onde está a mão de Deus, que não a vejo? Onde está a graça de Deus quando me toca? Onde estão os prodígios de Deus que as pessoas exultam e eu não consigo ver? Felizes os humildes, os bem-aventurados, aqueles que estão na humildade de coração, porque são esses que contemplam a glória, a ação, a graça de Deus agindo no meio de nós! O problema não é a mão de Deus, que não está agindo, o problema é o nosso coração que não se despiu, não se revestiu de graça e humildade. Se não lapidarmos esse coração, se não o tirarmos daquelas disputas humanas e pretensões covardes, as quais, muitas vezes, a humanidade nos impõe, não conseguiremos ver o Reino de Deus, as graças d’Ele acontecendo. Jesus, agindo no meio de Seu povo, fez graças, prodígios, milagres, mas muitos não puderam tocar, ver e contemplar. Mesmo aqueles milagres que foram feitos à vista de muitos, não passou de fatores humanos para alguns, porque não estavam revestidos com o olhar da fé, sobretudo, com a humildade que os une aos desígnios de Deus, a graça d’Ele acontecendo no meio de nós. Amados irmãos, o Reino de Deus está acontecendo, Ele está no meio de nós. Precisamos nos revestir da graça para vê-lo acontecendo! Precisamos mudar essa mentalidade, essa maneira de enxergarmos a vida. Não podemos continuar enxergando as coisas somente pela nossa maneira de ver, porque essa maneira é, às vezes, revestida de elementos que vamos adquirindo ao longo da história, da vida; eles são fantasiosos, enganosos e mentirosos, revestidos de ilusão e, acima de tudo, de pretensões humanas. Quando colocamos nossas pretensões humanas à nossa frente, não conseguimos tocar na graça de Deus. Essa sim [graça de Deus] cura a nossa humanidade, coloca a nossa humanidade na sintonia e na graça do divino. Permita que seus olhos vejam, que contemplem! Você pode olhar para uma pessoa e ver nela ódio, rancor, ressentimento e raiva. Escuto tantas vezes as pessoas dizerem: “Eu não vou com a cara daquela pessoa!”. O problema não é a cara da pessoa, o problema é o nosso olhar, é a maneira como olhamos para o outro.
Você pode olhar para uma pessoa jogada, prostrada no chão e dizer que é um bandido, que é alguém que não deu valor à vida, mas você também pode olhar para ela com o olhar de Deus e dizer: “É Jesus quem está ali, precisando de mim e dos meus cuidados!”. O problema não é aquilo que vemos, mas o que o nosso olhar capta. Se o nosso olhar se reveste da graça, veremos a graça de Deus acontecendo no meio de nós; mas se estamos com o olhar obcecado pela amargura, pelos ressentimentos, pela visão secular e mundana, vamos ver as pessoas, as coisas, o mundo, a vida a partir disso. Se nossa visão de vida é baseada apenas em valores ou cifras econômicas, podemos perceber que tudo o que olhamos é visto com o olhar de avareza, de posse e dinheiro. Se nosso olhar é revestido da humildade cristã, é revestido do olhar de Cristo, você olha para coisas com amor e caridade, e é capaz de enxergar a presença de Deus mesmo em meio à coisas desastrosas que não entendemos nem compreendemos. O que transforma nosso mundo, sobretudo o mundo interior que há em nós, é o olhar, a visão que temos. Precisamos deixar que Deus ilumine nosso olhar para contemplarmos o Seu Reino presente no meio de nós!
Gospel | Pequena Reflexão | Lucas 21,27,28. Escritora Luzia Couto
Precisamos erguer a nossa cabeça, saber que nossa libertação está próxima e agirmos para salvar o maior número de pessoas para Cristo Jesus . Então eles Verão o Filho do Homem, vindo numa nuvem com grande poder e glória. Quando estas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima” (Lucas 21,27-28).Nesse contexto, colocamo-nos na última semana do Tempo Comum. Para o início do tempo do Advento, cercamo-nos da Palavra de Deus, que nos cerca com textos que nos lembram sempre dos acontecimentos finais de nossa vida; afinal de contas, esses elementos não podem sair, de forma nenhuma, da nossa reflexão. Hoje, a Palavra de Deus vem nos trazer um acontecimento fundamental da nossa fé: a parusia ou a vinda gloriosa de Jesus. É o elemento da nossa fé, não podemos nos esquecer aquilo que nós professamos: “Eu creio que Ele virá para julgar os vivos e os mortos”. Virá num momento histórico, que será a consumação final dos dias da humanidade. Cristo Jesus virá em poder e glória, é um elemento da nossa fé, afirmação da Palavra de Deus, é aquilo que ansiamos, procuramos e proclamamos: “Maranatha, vem Senhor Jesus! Vem no meu dia a dia, vem na hora da minha morte, vem de forma definitiva restaurar, no meio de nós, o Seu Reino glorioso!”. Como nos preparamos para aguardar essa vinda gloriosa de Jesus? A primeira coisa é não nos deixarmos intimidar por elementos trágicos: guerras, conflitos, acontecimentos sísmicos, tragédias e tantas situações calamitosas que existiram no passado, existem no presente e existirão em tempos futuros, por tudo aquilo que é o coração humano, voltado para guerras, conflitos e assim por diante. O importante é que o discípulo de Jesus tem que manter a serenidade e a vigilância. A serenidade para não se deixar iludir e confundir, para não se deixar levar pelos elementos do medo, do pavor, do conflito, da tragédia e da desgraça. Vivemos num mundo cercado por profetas da desgraça, estão sempre propagando acontecimentos trágicos e desastrosos; e não podemos negar que estamos vendo, realmente, acontecimentos trágicos. Vivemos, no nosso Brasil, há cerca de um ano, o ocorrido em Mariana (MG), uma ofensa à natureza. Mas não basta dizer o que está acontecendo, é preciso lutar contra essas tragédias provocadas na natureza, e não é simplesmente abaixar a cabeça e dizer: “Olha, é sinal de que Deus está voltando!”. Não! É preciso colocar-se numa atitude profética. A Palavra diz que quando essas coisas estão acontecendo, precisamos levantar a cabeça numa atitude de fé e confiança. O discípulo de Jesus não se esconde debaixo da mesa nem corre dos acontecimentos. O discípulo de Jesus está ali firme, seguindo o seu Senhor, aconteça o que acontecer, sendo um agente de resgate e salvação. Quando a coisa aperta, cada um quer salvar a si mesmo; e essa é a visão do mundo. No Reino de Deus, colocamo-nos de pé para salvar a nossa pele, mas, muitas vezes, arriscamos a nossa vida para salvar a de muitos. Um pai justo e sensato faz isso pela sua família. Nós, neste contexto de mundo em que vivemos, precisamos erguer a nossa cabeça, saber que nossa libertação está próxima e agirmos para salvar o maior número de pessoas para Cristo Jesus!
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Gospel | Pequena Reflexão | Lucas 21,14,15.| Escritora Luzia Couto
Desarme o seu coração, sua mente e seu interior, não fique carregando coisas pesadas nem preocupado em dizer isso e aquilo “Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa, porque eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos inimigos vos poderá resistir” (Lucas 21,14-15).O contexto que Jesus está nos dando, as palavras do Evangelho de hoje são de perseguição, de tempos muito difíceis, sobretudo, tempo das grandes perseguições que os apóstolos de Cristo viveram naquela época. Muitos ainda vivem, no dia de hoje, perseguições que os levam ao martírio, a doar o próprio sangue e a morrer por causa da fé. A palavra deve ser aplicada em todas as épocas e situações de nossa vida, porque, em grau maior ou menor, as perseguições, ou seja, a oposição àquilo que vivemos, passamos em todas as épocas de nossa vida.
Qualquer pessoa coerente vai ser confrontada pela sua coerência. O mundo não suporta a coerência, a verdade, a diversidade; muitas vezes, não suportamos viver com quem pensa, com quem fala, com quem tem uma visão diferente da nossa. Não podemos fazer aquilo que o mundo faz conosco. Passamos, muitas vezes, por situações constrangedoras nos ambientes familiares, de trabalho, nas convivências sociais, pelas escolhas que fazemos.
Sermos confrontados, questionados por aquilo que seguimos e acreditamos não deve ser para nós uma afronta, mas ocasião para duas coisas importantes na vida: primeiro, para refletirmos, pois toda escolha é fruto de reflexões que, cada vez mais, vão se aprofundando. Quando alguém confronta aquilo que cremos, paramos para meditar, para nos rever, para ver se essa é a opção que temos na vida. O segundo elemento é para que realmente fiquemos convictos daquilo que estamos seguindo, daquilo que é importante para nossa vida. O que não pode acontecer é aquilo que o Evangelho está dizendo a nós: ficarmos preocupados em nos defendermos, darmos respostas às pessoas. Veja só: quando alguém nos ofende, queremos dar respostas àquela pessoa. Às vezes, ficamos com aquilo na cabeça, pensando o tempo inteiro: “O que eu vou dizer a ela? Qual é a resposta que vou dar?”. Desculpe-me, mas essa preocupação é mundana, é daqueles que vivem os confrontos do mundo. Aqueles que vivem à luz da fé, iluminados e guiados por Deus, não devem fazer propósitos daquilo que irão dizer e jogar na cara do outro. Não se preocupe! Quando for necessário você falar, pode ter confiança e certeza que a palavra inspiradora virá do coração de Deus para o seu coração. Desarme o seu coração, sua mente e seu interior, não fique carregando coisas pesadas nem preocupado em dizer isso e aquilo; não fique fantasiando e perdendo noites de sono, preocupado com confrontos, respostas a serem dadas. A melhor resposta que podemos dar, em qualquer situação, é a coerência de vida, é o amor por aquilo que temos, sem fanatismos, sem vivermos isso de forma ilusória, mas seguirmos com convicção naquilo que é meta da nossa vida.
Qualquer pessoa coerente vai ser confrontada pela sua coerência. O mundo não suporta a coerência, a verdade, a diversidade; muitas vezes, não suportamos viver com quem pensa, com quem fala, com quem tem uma visão diferente da nossa. Não podemos fazer aquilo que o mundo faz conosco. Passamos, muitas vezes, por situações constrangedoras nos ambientes familiares, de trabalho, nas convivências sociais, pelas escolhas que fazemos.
Sermos confrontados, questionados por aquilo que seguimos e acreditamos não deve ser para nós uma afronta, mas ocasião para duas coisas importantes na vida: primeiro, para refletirmos, pois toda escolha é fruto de reflexões que, cada vez mais, vão se aprofundando. Quando alguém confronta aquilo que cremos, paramos para meditar, para nos rever, para ver se essa é a opção que temos na vida. O segundo elemento é para que realmente fiquemos convictos daquilo que estamos seguindo, daquilo que é importante para nossa vida. O que não pode acontecer é aquilo que o Evangelho está dizendo a nós: ficarmos preocupados em nos defendermos, darmos respostas às pessoas. Veja só: quando alguém nos ofende, queremos dar respostas àquela pessoa. Às vezes, ficamos com aquilo na cabeça, pensando o tempo inteiro: “O que eu vou dizer a ela? Qual é a resposta que vou dar?”. Desculpe-me, mas essa preocupação é mundana, é daqueles que vivem os confrontos do mundo. Aqueles que vivem à luz da fé, iluminados e guiados por Deus, não devem fazer propósitos daquilo que irão dizer e jogar na cara do outro. Não se preocupe! Quando for necessário você falar, pode ter confiança e certeza que a palavra inspiradora virá do coração de Deus para o seu coração. Desarme o seu coração, sua mente e seu interior, não fique carregando coisas pesadas nem preocupado em dizer isso e aquilo; não fique fantasiando e perdendo noites de sono, preocupado com confrontos, respostas a serem dadas. A melhor resposta que podemos dar, em qualquer situação, é a coerência de vida, é o amor por aquilo que temos, sem fanatismos, sem vivermos isso de forma ilusória, mas seguirmos com convicção naquilo que é meta da nossa vida.
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Gospel | Pequena Reflexão | Lucas 23,42. | Escritora Luzia Couto
Expulsemos o príncipe deste mundo, aquilo que ele tem feito na vida de cada um de nós, e proclamemos que só temos um rei: Jesus . “Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado” (Lucas 23, 42).Hoje, celebramos a grande Solenidade de Jesus Cristo, Rei do universo. A cada ano recordamos, celebramos aquilo que deve ser o cotidiano de nossa vida: o reconhecimento de Jesus Cristo como Rei, como Senhor da vida de cada um de nós. Não se trata daquela concepção que o mundo nos dá, de um rei que governa um país e tem seus súditos. O reinado de Cristo é nas almas, nos corações, é para aqueles que se submetem ao Seu discipulado, ao Seu segmentos O Reino de Cristo é para aqueles que acolhem a Boa Nova e deixam-se transformar pela vida do Mestre. Em qualquer época ou etapa da sua vida, é importante que você tome uma decisão, que tenha um único Rei, que mande, governe, oriente e ilumine; um rei que você realmente reverencie e para ele volte todo seu coração. A Palavra de Deus, no Evangelho de hoje, mostra-nos um ladrão, um homem que levava uma vida cheia de condutas erradas, mas que, na hora da morte, ele mesmo proclamou Cristo como Rei, assumiu o reinado de Jesus na sua vida, e pediu que, quando Cristo estivesse, no Seu Reino glorioso, que se lembrasse dele. “Hoje mesmo estará comigo no paraíso”. Ou seja, naquela mesma hora ele já fazia parte do reinado de Cristo. Quando confessamos Jesus como Senhor, quando O assumimos como o Senhor da nossa vida, o reinado d’Ele já acontece em nosso coração. Ele reina. Não se trata apenas de um reinado teórico, bonito: “Jesus é o Senhor, é o Rei!”. Não! É um rei que faz diferença em nossa vida! Esse ladrão, no último momento, deixou de fazer o que fez de errado na sua vida. Ele teve a oportunidade de reconhecer Cristo mesmo na hora final. Eu não sei em qual etapa da vida nos encontramos, mas o mais importante é, aqui e agora, proclamarmos que, na nossa vida, temos um único rei: Cristo Jesus, Nosso Senhor! Que Ele reine em nossos pensamentos e sentimentos, em nossas decisões; que reine sobretudo em nossa vontade, que Ele nos dê uma vontade firme, decidida, sobretudo, uma vontade de viver a vida de acordo com a Sua vontade. Que o reinado de Cristo em nós santifique-nos! Precisamos de Cristo reinando em nossas casas, em nossas vidas e famílias. Precisamos de famílias proclamando que Jesus Cristo é o Senhor, é o principal da casa. Se não fizermos isso, outros reinados invadirão nossas casas e famílias, como já têm feito. O príncipe deste mundo já acusou Jesus, precisamos expulsar o príncipe deste mundo, aquilo que ele tem feito na vida de cada um de nós, em nossas casas, em nossas famílias, e proclamarmos que só temos um Rei: Jesus!
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Literatura | Gospel | Pequena Reflexão | Lucas 15,2 | Escritora Luzia Couto
Toda pessoa humana, seja qual a for a situação em que ela vive, precisa desse amor misericordioso de Deus “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles” (Lucas 15, 2).Os fariseus estão escandalizados com as atitudes de Jesus, com aquilo que Ele faz. Assim como Jesus faz refeição com os próprios fariseus, faz também com os publicanos e pecadores. Jesus não faz distinção de pessoas, Ele faz questão de estar no meio dos pecadores. Jesus veio salvar, resgatar o que está perdido e precisa de mais atenção, mais cuidado e amor! Ele é o Bom Pastor, não renega nenhuma de Suas ovelhas, e se for preciso deixa as noventa e nove para buscar aquela única que está longe, distante e perdida, porque cada uma é única para Ele. Noventa e nove é igual aquela única e a única vale mais do que as noventa e nove, por isso a matemática do Reino é a matemática da misericórdia divina que olha cada pessoa como única. Eu e você não somos olhados no coletivo, somos olhados, amados e queridos por Deus de forma muito única e singular! Deus, hoje, quer falar ao nosso coração, não podemos ser cristãos orgulhosos, não podemos formar uma igreja soberba, as nossas pastorais não podem ser orgulhosas e soberbas, de modo que formemos uma elite da fé, formemos um grupo fechado, aquelas “panelinhas” que costumam ter em todos os lugares, inclusive em nossas igrejas. Nos grupos fechados estão as pessoas privilegiadas, pessoas amigas e queridas. É óbvio que temos nossos grupos de amigos, mas na igreja não se pode ter grupos fechados, na casa de Deus não podemos estar afunilados entre nós. Deus nos une para sairmos! Papa Francisco nos chama atenção, pois precisamos ser uma Igreja em saída; uma Igreja que sai de suas estruturas, de seu lugar e vai justamente em busca da ovelha perdida. Hoje não é apenas uma ovelha que está perdida, mas noventa e nove. Poucos estão no caminho, não que sejam mais salvos (pois todos somos pecadores), e por sermos pecadores, Cristo nos acolhe e nos ama. O que Ele faz conosco quer que façamos com o outro também. Não podemos cair nessa terrível tentação de nos sentirmos melhores, salvos e ignorarmos os que precisam deste amor misericordioso de Deus. Jesus fez refeição com os pecadores, estava na casa deles, estava na casa do povo. precisamos estar no meio do nosso povo! Há uma necessidade muito séria de não fazermos distinção de pessoas, discriminarmos e catalogarmos as pessoas, dizer: “Este é pecador! Aquela é separada do marido! Esse tem aquela opção sexual!”. Todos são muito amados e queridos e, muitas vezes, fechamos as portas da igreja para categorias, para pessoas em determinadas situações, condições de vida, ou situações que ela esteja passando. Não pode haver portas fechadas para o Evangelho, e o Evangelho também não pode fechar as portas para ninguém. O Evangelho precisa ser a porta aberta para todas as pessoas! Toda pessoa humana, seja qual a for a situação em que ela vive, precisa desse amor misericordioso de Deus. Esse amor acontece no nosso coração; no coração amável e acolhedor, mas sobretudo no coração misericordioso, que sabe acolher a cada um independente do que vive e passa, e olha o próximo com o olhar que Deus nos olha. Com amor e misericórdia devemos olhar para o nosso próximo!
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2
Literatura | Gospel | Pequena Reflexão | Lucas 14,18. Luzia Couto
O Reino dos Céus é uma grande festa que o Pai preparou para nós, Seus filhos. Cada um de nós somos convidados para este grande banquete “Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: ‘Comprei um campo, e preciso ir vê-lo” (Lucas 14, 18).O Evangelho de hoje mostra-nos a parábola do grande banquete, onde Jesus está comparando o Reino dos Céus com um grande banquete de festa. Quem é que não gosta de ser convidado para um banquete? Quem é que não gosta de ser convidado para aquela festa onde vai comer de tudo? O Reino dos Céus é uma grande festa que o Pai preparou para nós, Seus filhos. Cada um de nós somos convidados para este grande banquete! Mas não pense em banquete apenas no sentido do alimento material e substancial, onde comemos frutas, verduras e aquelas coisas saborosas que se tem num banquete. É muito mais do que isso, porque os alimentos que comemos são necessárias para a nossa subsistência aqui na terra, mas comemos e voltamos a ter fome. Jesus está falando do grande banquete que o Pai preparou para nós, onde ninguém mais terá fome e sede, onde todos nós somos saciados, e o próprio Cristo é o alimento que nos sacia. A presença de Deus nos enche e nos preenche, de modo que a nossa fome e nossa sede interior são saciadas por essa presença de Deus. Para este banquete todos nós fomos convidados mas, infelizmente, como na parábola do Evangelho houve aqueles que se portaram com indiferença e fizeram vista grossa, colocaram dificuldade, deram desculpa, cada um tinha uma ocupação, um trabalho, uma coisa para fazer, cada um tinha um compromisso. A vida vai se enchendo de ocupações, ocupamo-nos com tanta coisa e deixamos perder o essencial. Sabe meus irmãos, Reino de Deus é questão de prioridade, não é “hobby”, nem é para quando sobrar um tempo ou quando der. Vivemos numa sociedade atolada de compromissos, agendas e de pessoas que estão sempre ocupadas com suas coisas. Quanto mais você se ocupar com suas coisas, menos tempo você terá para outras coisas importantes e essenciais da sua vida. Com certeza, uma delas é se ocupar com o Reino de Deus. É lamentável que uma pessoa não tenha tempo de ir à missa semanal, não tenha tempo para se dedicar a uma oração, não tem tempo para fazer uma oração pessoal a cada dia, e quando tem é rápido e rasteiro, está sempre agonizado, com pressa e sempre priorizando outras coisas. Ainda mais no mundo em que vivemos, onde tantas parafernálias ocupam nossa mente: televisão, computador, redes sociais, nossos compromissos e trabalhos.Caímos numa rotina de vida, de modo que a vida se torna uma loucura e o tempo para Deus é o que sobra. Como hoje quase não se sobra tempo, Deus acaba não tendo tempo na vida de muitos de nós. Quais são as suas desculpas? Quais são as desculpas que nós inventamos a cada dia, para não nos ocuparmos com o Reino de Deus? Temos que prestar bastante atenção, porque assim como na parábola trouxeram os pobres, os aleijados, os coxos e marginalizados que viviam às margens da vida e tomaram posse do Reino, corremos também um sério risco de ficarmos de fora se não dermos prioridade, se não dermos tempo àquilo que realmente merece tempo, se o sagrado não for essencial e primordial na nossa vida. Reino de Deus é questão de prioridade! Não é questão de dizer: “Eu amo o Senhor! Ele é importante para mim!”. Deus não é importante para nós pelas palavras que saem de nossa boca, mas de acordo com o tempo que damos às Suas coisas. O banquete está posto, a mesa está à nossa frente, é preciso aceitar o convite, não colocar desculpas nem ocupações na frente. Demos a Deus o que é de Deus!
Literatura | Gospel | Pequena Reflexão | Lucas 14,13,14. | Escritora Luzia Couto
Não nos acostumemos com as festanças que o mundo faz para os grandes e importantes, porque os mais importantes são os sem importância para este mundo “Quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. Então serás feliz! Porque eles não te podem retribuir” (Lucas 14, 13-14).É importante lembrarmos do que Jesus está nos dizendo hoje. Ele está na casa de um dos chefes dos fariseus que o convidou para estar em sua casa. Não é porque ele convidou Jesus que a partir de agora ele será importante. Pelo contrário, Jesus não quer ser convidado pela importância que Ele tem, porque a pessoa pode sentir-se recompensada: “Jesus, esteve em minha casa!”. Não é porque o Papa foi na sua casa, não é porque o padre, o bispo, aquele cantor foi na sua casa que vai torná-la salva, santa, ainda que essas pessoas possam trazer graças para sua casa. Mas isso faz de você uma pessoa orgulhosa. Quando nos encontramos com pessoas importantes logo tiramos uma foto, estampamos na parede, colocamos para todo mundo ver. A pessoa sente-se importante porque tal pessoa esteve com ela. Não é que não tenhamos que receber aquela pessoa, que um dia foi importante na nossa vida, ou que foi um referencial para nossa vida. A recompensa acontece quando você convida alguém pela importância que ela tem. Que na sua casa, no seu coração e, sobretudo, na sua casa interior tenha espaço para você acolher, festejar e celebrar com quem nunca poderá te recompensar. Deus estará te abençoando muito se você tiver espaço no seu coração para os pobres, coxos, aleijados, doentes, sofredores, para aqueles que estão à beira da vida, onde ninguém tem tempo para eles. A falta de tempo é tão grande que o máximo que podemos fazer, para nos vermos livres deles é jogarmos uma moeda. É muito mais importante a atenção que você dá do que a moeda que você joga para aquela pessoa ou para aquela situação. É muito mais importante você fazer festa e visitar uma família necessitada, que está sofrendo, do que fazer aqueles banquetes que você dá para celebrar algo. Faça diferente: faça a sua própria comida e leve para quem não tem o que comer. Façamos com que o nosso cristianismo, o nosso jeito de ser cristão seja operante, vivo e dinâmico! Não nos acostumemos somente com aquelas festas, com aqueles churrascos que promovemos para amigos, familiares e para pessoas importantes. Às vezes, encontro com algumas pessoas que me dizem: “Adivinha quem almoçou em minha casa?”. Ela lista o número de pessoas importantes para se sentir orgulhosa, para ter vantagem naquilo que ela fez. Jesus que não fazia isso, está dizendo a mim e a você que não devemos nem precisamos fazer o mesmo. Precisamos, de fato, ir ao encontro daqueles que ninguém quer se encontrar. Precisamos fazer festa com aqueles que nunca tem festa na vida ou que festejam com pouco coisa. Nestes está a presença de Deus, nestes seremos um dia lembrados pelo bem, pela festa que promovemos; eles serão os verdadeiros donos da festa e do banquete eterno dos Céus! Não nos acostumemos com as festanças que o mundo faz para os grandes e importantes, porque os mais importantes são os sem importância para este mundo!
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13,
14.
Literatura | Gospel | Pequena Reflexão | Lucas 14,7 | Escritora Luzia Couto
Não busquemos os primeiros lugares, não busquemos estar à frente ou acima dos outros. Busquemos o lugar que é junto de Deus! “Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares” (Lucas 14, 7).Hoje, Jesus está sendo convidado para comer na casa de um dos chefes da sinagoga. Nesta casa, Jesus observa como as pessoas chegam e fazem questão de escolher os primeiros lugares. Ele apenas observa e não perde a oportunidade para semear a Palavra. E um dos recursos mais queridos por Jesus, para fazer a graça de Deus ser anunciada é contar parábolas (histórias que tem profundos ensinamentos de fé e moral). Na parábola de hoje, Ele conta justamente quando o dono da casa faz uma festa e convida tantas pessoas. Aqueles que chegam ocupam os primeiros lugares, depois ele [dono da casa] chega e diz: “Vocês precisam desocupar este lugar porque têm pessoas mais importantes que foram convidadas e vão ocupar estes lugares”. Envergonhada fica aquela pessoa que já chegou para ocupar aquele lugar. Vai ter que sair de fininho e procurar outro lugar, talvez vai ser um dos últimos lugares ou nem tenha lugar para se sentar. Isso acontece em tantas situações, por exemplo, somos convidados para um jantar, para um almoço, para uma festa ou qualquer outra coisa. Precisamos ter um pouco de desconfiômetro, precisamos ter humildade no coração e não nos sentirmos a pessoa mais importante. Mesmo que o dono da casa tenha te convidado com tanto amor, não vá logo se impondo na ponta da mesa, não vá ocupando aquele lugar. Digo isso a você e a seus filhos também. Às vezes o pai e a mãe vão para um evento, a casa é pequena e vai chegar tantas pessoas, mas só a sua família ocupa todos os lugares, e você simplesmente deixa ser assim. Temos que começar a ensinar a partir dos nossos. Muitos dizem: “Deixei porque ela é criança!”, ensine a sua criança, ensine ao seu filho aquilo que está ensinando ao seu coração. Você vai criar seu filho disciplinado para a vida e para o céu. Não nos acostumemos com os primeiros lugares, não busquemos os primeiros lugares, não busquemos estar à frente ou acima dos outros. Busquemos o lugar que é junto de Deus! Mas não é para se fazer de humilde, não é falsa modéstia, tem que ser com sinceridade. Quando o dono da casa disser: “Sente-se aqui! Fique aqui!”, você não passará nenhum constrangimento nesta vida. A parábola que Jesus está nos contando hoje, vale para todas as circunstâncias e situações da vida. Num mundo onde o mais importante, o mais lembrado, o mais querido, sempre é o “mais”, que é valorizado, Deus olha para os últimos lugares, para as pessoas que não são lembradas; pessoas esquecidas, não valorizadas, pessoas até que estão desqualificadas, essas é que ocupam os primeiros lugares no Reino de Deus! Temos que abrir o nosso coração para aprender com os pobres, não podemos ficar contemplando o mundo do luxo, da riqueza. Não podemos contemplar o mundo dos artistas, da televisão, daqueles que são grandes e importantes. Não podemos ficar admirando os banquetes que são oferecidos por este mundo afora, não podemos ficar aplaudindo aquelas pessoas que se fazem de rogadas, de importantes, de senhores. O Reino dos Céus não acontece no mundo das estrelas e nem no mundo dos grandes. O Reino dos Céus não acontece nas pontas, mas, nas esquinas, acontece onde estão os marginalizados, os mais sofridos e renegados, os que parecem neste mundo não ter vez e nem voz. Saiba que Deus está sofrendo com quem sofre, está sendo humilhado com quem é humilhado neste mundo. Busquemos Deus onde Ele se encontra, pois Ele tem um lugar especial para nós!
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Literatura | Gospel | Pequena Reflexão | Lucas 17,15.| Luzia Couto
Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz” (Lucas 17, 15).No Evangelho que meditamos no dia de hoje, dez leprosos foram curados por Jesus. Que bênção! Pois eles viviam numa situação de penúria e discriminação já que a lepra os deixava marginalizados e longe de todos. Os leprosos aproximaram-se de Deus, a graça de Deus aproximou-se deles por meio de Jesus e, assim, eles ficaram curados. Dos dez leprosos curados, nove foram para o seu canto, entretanto, apenas um levantou os braços para o céu e em alta voz louvou e agradeceu o santo nome do Senhor, porque reconheceu que foi Ele quem fez maravilhas em sua vida. Que dureza de coração. Que coração insano e ingrato que não reconhece e valoriza o bem que os outros nos fazem. Meus irmãos, precisamos de fato aprender a ter a virtude do reconhecimento. Reconhecer a grandeza e o poder de Deus, reconhecer como Ele tem sido bondoso conosco e como tem agido em nosso meio. Aquele que tem a virtude do reconhecimento, terá no seu coração, também, a gratidão. Às vezes, as pessoas nos fazem o bem, querem nos ver bem, querem nos ajudar nesta ou naquela situação, mas não sabemos nem dizer “Muito obrigado!”’. Deus habita no coração que sabe agradecer. Deus não precisa do nosso agradecimento ou está esperando que possamos agradecê-Lo. A atitude de gratidão é uma atitude de oração, que liga o nosso coração ao coração de Deus.
Não estamos fazendo comércio com Deus nem Ele faz comércio conosco. O que Ele quer, acima de tudo, mais do que uma doença curada, do que um bem recebido ou uma graça alcançada, é que o nosso coração esteja em sintonia e conectado a Ele.
Para o nosso coração estar ligado em Deus precisa da oração de ação de graças, do agradecimento e do louvor. Precisamos exaltar e exultar o Senhor naquele que cuida de nós e só nos faz o bem.
Mesmo que estejamos em meio às tribulações e situações complicadas da vida, aprendamos a ter atitude de gratidão para com Deus. Não há oração mais poderosa, que liberta a nossa alma, o nosso coração, o nosso ser do que a oração do louvor e da ação de graças!
Deus não precisa do nosso louvor, somos nós quem precisamos louvar, engrandecer e agradecer ao nome d’Ele! Quando fazemos isso a nossa alma se liberta, o nosso coração torna-se mais livre e não nos prendemos ao mal. Quando estamos louvando a Deus, estamos dizendo que é ao príncipe deste mundo que queremos voltar o nosso coração: ao Senhor e Nosso Deus!
Precisamos parar, ter a sensatez, olhar para a nossa vida e reconhecer quão grande, bondoso e poderoso tem sido o Senhor Nosso Deus em nosso favor.
A Deus todo louvor, toda honra, toda a glória e ação de graças! Não seja um filho insensato e ingrato, não pertença ao número daqueles que só querem receber; não seja do número daqueles que são somente ‘venha ao vosso reino’ e não vão ao Reino de Deus louvar, bendizer e agradecer.
Que as bênçãos de Deus só cresçam em nossa vida!
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Literatura | Gospel | Pequena Reflexão | Lucas 11,130.| Luzia Couto.

“Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!” (Lucas 11, 130)Jesus, hoje, continua nos ensinando elementos essenciais que não podem faltar em nossa oração. A nossa oração tem de ser a oração de confiança, para dizermos: “Eu sei o que Jesus pode fazer por mim e eu confio n’Ele!”.Quem confia, não desconfia. Quem confia, sabe esperar. Quem confia, sabe que Deus jamais nos abandonará! Mas, pode ser que no fruto da nossa oração não tenhamos conseguido de Deus aquilo que queríamos. Deus é tão bom e tão Pai, que não dá aquilo que queremos, mas o que precisamos! É preciso pedir, é preciso realmente bater à porta e não deixar nunca de fazer. Sabe meus irmãos, muitas vezes não crescemos nas virtudes, deixamos de aprender muitas coisas na vida porque não temos perseverança e insistência. Somos bons para começarmos muitas coisas, somos bons para fazermos muitos propósitos, mas à medida que aparecem dificuldades e outras situações, vamos abandonando aquilo que nos propusemos a fazer. E na vida de oração não é diferente. A pessoa se propõe: “Eu vou estudar a Palavra de Deus!”. Até começa, lê uma, duas, três páginas, mas depois outras dificuldades o tira desse propósito. A pessoa começa a ter uma vida de oração, a rezar com a família, mas aparece essa ou aquela situação e ela vai desanimando. E mais do que desanimar (porque desanimar é perder o ânimo e a motivação), entrega-se os pontos. Nossa oração tem de ser insistente, persistente e confiante. Até podemos, muitas vezes, cair: “Não tenho tanta força hoje!”. Mas, retome, levante e vá para frente e faça de novo! A Palavra de Deus está dizendo que nós não somos tão bons. Se não somos tão bons, mas se o filho insiste em pedir algo para nós, vamos dar a ele qualquer coisa para que pare de nos perturbar. Imagine Deus que é bom, que é pai e que nos ama tanto, se não nos dará o Espírito Santo que pedimos? Você deve ter prestado atenção que o Evangelho não está falando que Deus vai nos dar aquilo que estamos pedindo, mas Ele nos dará além do que pedirmos. O que é o além? E o que é o mais do que pedimos? Qual é o bem maior que podemos receber de Deus? Aquilo que é íntimo de Deus e pertence somente a Ele: o Espírito Santo! Deus está prometendo que o Espírito Santo, que é Deus como Pai e Filho, será dado a nós. Quem tem o Espírito Santo, tem tudo! O Espírito é sabedoria, é fortaleza, ciência, piedade, temor de Deus, é alegria… é tudo aquilo que precisamos. Achamos que Deus, para ser bom conosco, precisa nos dar bens materiais, tem que nos dar isso e aquilo. Isso são coisas supérfluas, coisas que passam. Você não precisa de paz na sua vida? Esse Espírito é paz! Você não precisa de amor na sua vida? Esse Espírito é amor! Você não precisa de paciência? Esse Espírito é paciência! Ou seja, se você está rezando: “Senhor, hoje, eu preciso de paz na minha vida!”. Deus está te dando muito mais que a paz. Ele está nos dando a paz, o amor e tudo aquilo que necessitamos! Por isso precisamos ser insistentes por essa vida no Espírito, porque se deixarmos que Deus mergulhe nossa vida no Espírito e Ele esteja pleno em nós, não precisamos de mais nada nessa vida. Porque quem tem o Espírito Santo, tem tudo!
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Literatura | Gospel | Pequena Reflexão | Lucas 6,5.
A verdadeira religião não é a da lei, porque a religião que salva, liberta, restaura, cura e renova é o amor
“E Jesus acrescentou: ‘O Filho do Homem é senhor também do sábado’” (Lucas 6, 5).Amados irmãos e irmãs, os antigos a lei primitiva, da lei judaica, observavam muito ao pé da letra o que a lei prescreve, sobretudo, no que diz respeito ao sábado, um dia sagrado. Para eles, no dia que o Senhor descansou, também devemos descansar, não devemos fazer nada e ter toda atenção para não transgredir esse dia. Acaba, então, que a lei, por si só, torna-se uma obsessão, porque a pessoa só olha para a letra e não observa o espírito dela; a pessoa, infelizmente, tem uma mentalidade fechada e reduzida na compreensão da verdade. A questão não é simplesmente observar o sábado, mas é observar o sábado no Espírito do Senhor. E se alguém precisasse de uma ajuda? Se alguém estivesse passando por dificuldades? “Não se pode fazer nada por essa pessoa, porque hoje é sábado e esse dia não se pode ser transgredido por nada neste mundo”. Segundo a lei judaica, o sábado tem de ser guardado; para nós, devemos guardar o domingo, dia do Senhor. Mas qualquer lei divina precisa ser vivida no espírito e não na letra, porque a letra por si, mata. O importante, na Sagrada Escritura, não é a palavra pela palavra, mas o que o Espírito criativo e inovador nos traz. Isso não significa que cada um observa a Palavra do jeito que quer, do seu “jeitinho”; na verdade, é observar aquilo que Deus está trazendo para a vivência dessa graça. Por isso, para viver qualquer lei, mandamento e ensinamento da Palavra de Deus, tem de estar imbuído, dentro de nós, a vivência do mandamento do amor. Sem amor não conseguimos colocar em prática a Palavra de Deus. Primeiro, porque o amor de Deus é muito sincero, não é simplesmente questão de respeitá-lo ou não, de temer ou não a Ele, é muito mais do que isso. É questão de amar a Deus com o amor verdadeiro e autêntico, um amor que nos leva a respeitar, a temer e colocá-Lo como o ser mais sublime da nossa vida. Quando amamos a Deus, aprendemos a amar o nosso próximo e vamos saber ter sabedoria e inteligência para discernir uma coisa da outra. Quando amamos a Deus não desrespeitamos nem ignoramos o nosso próximo. Podemos ser muito bons em nossas orações, nas nossas práticas e piedades, podemos passar o dia todo rezando, mas quando é o próximo, somos duros, ignorantes, grossos. Podemos pensar: “Não importa, porque eu sou um homem religioso!”. A verdadeira religião não é a da lei, porque a religião que salva, liberta, restaura, cura e renova é o amor! Aprendemos que a lei é para nos ensinar a amar a Deus e ao próximo. Quando Jesus nos diz que Ele é o Senhor também do sábado, quer dizer que Ele está acima de qualquer lei, do sábado, da purificação. E esse mesmo Senhor que nos mostra que está acima da lei, leva-nos a crer que a grande lei é amarmos uns aos outros. Desse modo, se quisermos viver a religião de Deus com muita profundidade, amemos muito, mas sem nos esquecermos que O amar nos obriga, abre-nos a cuidarmos, amarmos e darmos o melhor de nós ao nosso próximo!
“E Jesus acrescentou: ‘O Filho do Homem é senhor também do sábado’” (Lucas 6, 5).Amados irmãos e irmãs, os antigos a lei primitiva, da lei judaica, observavam muito ao pé da letra o que a lei prescreve, sobretudo, no que diz respeito ao sábado, um dia sagrado. Para eles, no dia que o Senhor descansou, também devemos descansar, não devemos fazer nada e ter toda atenção para não transgredir esse dia. Acaba, então, que a lei, por si só, torna-se uma obsessão, porque a pessoa só olha para a letra e não observa o espírito dela; a pessoa, infelizmente, tem uma mentalidade fechada e reduzida na compreensão da verdade. A questão não é simplesmente observar o sábado, mas é observar o sábado no Espírito do Senhor. E se alguém precisasse de uma ajuda? Se alguém estivesse passando por dificuldades? “Não se pode fazer nada por essa pessoa, porque hoje é sábado e esse dia não se pode ser transgredido por nada neste mundo”. Segundo a lei judaica, o sábado tem de ser guardado; para nós, devemos guardar o domingo, dia do Senhor. Mas qualquer lei divina precisa ser vivida no espírito e não na letra, porque a letra por si, mata. O importante, na Sagrada Escritura, não é a palavra pela palavra, mas o que o Espírito criativo e inovador nos traz. Isso não significa que cada um observa a Palavra do jeito que quer, do seu “jeitinho”; na verdade, é observar aquilo que Deus está trazendo para a vivência dessa graça. Por isso, para viver qualquer lei, mandamento e ensinamento da Palavra de Deus, tem de estar imbuído, dentro de nós, a vivência do mandamento do amor. Sem amor não conseguimos colocar em prática a Palavra de Deus. Primeiro, porque o amor de Deus é muito sincero, não é simplesmente questão de respeitá-lo ou não, de temer ou não a Ele, é muito mais do que isso. É questão de amar a Deus com o amor verdadeiro e autêntico, um amor que nos leva a respeitar, a temer e colocá-Lo como o ser mais sublime da nossa vida. Quando amamos a Deus, aprendemos a amar o nosso próximo e vamos saber ter sabedoria e inteligência para discernir uma coisa da outra. Quando amamos a Deus não desrespeitamos nem ignoramos o nosso próximo. Podemos ser muito bons em nossas orações, nas nossas práticas e piedades, podemos passar o dia todo rezando, mas quando é o próximo, somos duros, ignorantes, grossos. Podemos pensar: “Não importa, porque eu sou um homem religioso!”. A verdadeira religião não é a da lei, porque a religião que salva, liberta, restaura, cura e renova é o amor! Aprendemos que a lei é para nos ensinar a amar a Deus e ao próximo. Quando Jesus nos diz que Ele é o Senhor também do sábado, quer dizer que Ele está acima de qualquer lei, do sábado, da purificação. E esse mesmo Senhor que nos mostra que está acima da lei, leva-nos a crer que a grande lei é amarmos uns aos outros. Desse modo, se quisermos viver a religião de Deus com muita profundidade, amemos muito, mas sem nos esquecermos que O amar nos obriga, abre-nos a cuidarmos, amarmos e darmos o melhor de nós ao nosso próximo!
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Literatura | Gospel | Pequena Reflexão | Lucas 4,40. | Luzia Couto
"Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus punha as mãos em cada um deles e os curava” (Lucas 4,40).Precisamos deixar que isso aconteça conosco todos os dias de nossa vida, precisamos deixar que Jesus toque em nossas doenças, em nossas dores e em tudo aquilo que estamos vivendo e passando. Muitas pessoas se acostumaram ou se deixam levar pelo sofrimento. Toda e qualquer “dorzinha” que a pessoa sente, enche-se primeiro de remédio. Ela tem remédio para tudo! Nada contra os medicamentos, porque eles são frutos da medicina, que é algo divino. No entanto, estou dizendo que o Senhor da medicina é, acima de tudo, Deus, porque Ele é o Senhor da vida. Os males que nos atingem são de ordem psíquica, emocional e espiritual. Deus nos conhece por um todo, por esse motivo, precisamos permitir que Ele nos toque e nos abençoe. Não pense que isso é piegas, que é simplesmente bitolação, e toda e qualquer doença querer fazer oração. A oração por si mesma já é um santo remédio, é nos colocarmos diante d’Aquele que é São e Santo, Senhor por excelência de toda nossa vida. Todas as vezes que nos colocamos na presença de Deus, ficamos mais sadios, melhores e mais completos, seja qual for a doença que possamos sofrer. Por isso, estou lhe dizendo: deixe que Jesus toque na sua dor, na sua enfermidade, naquilo que o faz sofrer. Reze pelas suas doenças, peça para outros orarem por você, para os irmãos de caminhada. Peça para o seu esposo, para sua esposa, seu pai e seus filhos rezarem por você. Devemos orar uns pelos outros, para que tenhamos mais saúde. Pedir: “Senhor, cura essa doença! Ajuda-me, Senhor, a viver na saúde!”. Todos os doentes foram levados à pessoa de Jesus. Precisamos levar não só as nossas enfermidades, porque vai parecer algo muito egocêntrico, mas levar os nossos filhos, amigos e doentes para a presença de Jesus! Precisamos apresentar as enfermidades das pessoas à graça divina. A sabedoria divina, muitas vezes, mostra qual é o melhor médico, a melhor prevenção, mas não podemos ignorar o toque da graça de Deus em nossa vida. Jesus é em nós a saúde do corpo, da alma e do espírito! Muitos podem pensar: “Nossa, eu sofro dessa doença há mais de 30 anos!”. Às vezes, a doença não sai de nós, pode ser algum mal crônico, alguma doença que exija mais tratamento. Entretanto, há pessoas que parecem sadias, mas estão mais doentes do que podem imaginar; e aqueles que julgamos enfermos e sofredores estão plenos de vida, porque encontraram, em sua enfermidade, um sentido para a vida. Na enfermidade, ninguém pode se sentir só ou abandonado, pois é o melhor momento para nos encontrarmos com o Senhor da Vida. Levemos nossas enfermidades e todos os enfermos à presença de Jesus Cristo, porque Ele cuida de nós!
Literatura | Gospel | Pequena Reflexão | Marcos 6,25 .
“Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista” (Marcos 6,25). Celebramos, hoje, o martírio de João Batista, e essa festa têm muito a nos ensinar. Quando olhamos o exemplo de Herodes, que se juntou ou “pegou” Herodíades, a mulher de seu irmão, vemos um homem de cabeça perdida e uma mulher que usa sua própria filha, que está com a cabeça mais perdida ainda, para enfeitiçar Herodes com uma dança, e este promete dar qualquer coisa em troca. Elas pedem a cabeça de João Batista. Por que pedem a cabeça de João Batista? Porque João falou a verdade, disse que aquele comportamento não era correto, que não se devia fazer. Herodes não tinha o direito de estar com a mulher que não lhe pertencia. Não percamos a cabeça nem a direção da vida! Podemos, muitas vezes, passar por momentos de fragilidades e fraquezas, mas temos de ter a cabeça sadia, sensata, equilibrada, no ponto correto, senão deixamo-nos enveredar pelos caminhos da vida e caímos na insensatez dos erros, dos pecados e de tantas coisas erradas, que podem nos corromper neste mundo que tanto nos seduz. São muitas seduções, desde o dinheiro, o poder e o prazer. São coisas que, quando entram na cabeça de uma pessoa, fazem com que ela se perca nos seus valores, nas suas escolhas e opções, sobretudo no foco que a pessoa precisa ter para com a sua vida. Não basta termos valores num dia ou no outro, mas todos os dias precisamos nos firmar em nossos valores. Quem está em pé precisa, de fato, cuidar para não cair. E como não cair? Colocando o juízo, todos os dias, na nossa cabeça. Porque se Herodes e Herodíades, sua filha e tantos outros perderam a cabeça e hoje também a perdem, é porque tiramos de Deus a cabeça e o coração, tiramos Ele do nosso juízo e da sensatez das nossas ações. Que sejamos profetas como foi João Batista. Não precisamos sair por aí acusando as pessoas dos seus erros. Precisamos, primeiro, colocar nossa barba de molho, vigiar nossas ações, não deixarmos de ser luz e fermento. Não podemos deixar de orientar quem precisa de orientação, de corrigir quem está saindo do caminho correto, de mostrar a luz para quem anda na escuridão. Muitas pessoas se perdem por falta de ajuda! João Batista não quis condená-los, quis mostrar-lhes a verdade, mas não aceitaram e cortaram sua cabeça. A cabeça da Igreja ou de cada um de nós pode até ser cortada, mas queremos o bem e a verdade, e que essa verdade nos seja mostrada com muita caridade!
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